Publicado 24 de Novembro de 2012 - 12h41

Cachorro morto por policial federal no São Bernardo

Leandro Ferreira / AAN

Cachorro morto por policial federal no São Bernardo

Um escrivão da Polícia Federal matou com quatro tiros um cachorro da raça pit bull, na manhã deste sábado (24), no bairro São Bernardo.

Moradores da região ficaram assustados com a crueldade. O homem que atirou no cão, W.R.V.C., que também é morador do bairro, afirmou que agiu porque o cachorro estava atacando algumas pessoas. O caso será encaminhado para a delegacia de proteção aos animais.

O crime aconteceu na Rua Padre Bernardo da Silva, por volta das 10h. Segundo o porteiro de um prédio próximo, na hora dos tiros os moradores correram para dentro das casas. "Ficou todo mundo assustado. Ninguém sabia o que estava acontecendo."

A pedagoga Claudete Agadias, de 61 anos, que chegava em um salão de cabeleireiro do bairro, disse que o homem também estava armado com um facão. "Quando eu desci do carro eu vi o cachorro implorando para entrar dentro de uma casa. Ele já estava machucado, não estava avançando em ninguém, não precisava ter matado. Nada justifica o que ele fez" , disse.

A empresária Célia Pavani, de 44 anos, afirmou que chegou a brincar com o cachorro uma hora antes de ele ser morto. "Eu passei pela calçada e ele estava normal. Brinquei com ele porque ele parecia estar perdido e ter fugido de alguma casa", contou.

Segundo Célia, o homem não quis apenas se defender, mas tinha a intenção de matar o cachorro. "Ele seguiu o animal pelo quarteirão inteiro, atirando. Ele acha que está no velho oeste para sair dando tiro desse jeito? Achei muito cruel o que ele fez, uma violência desnecessária", afirmou.

O policial afirmou que agiu para proteger algumas pessoas que estavam sendo atacadas. "Não teria outra motivação para abater o animal se não por defesa", afirmou.

Em depoimento à polícia, disse que antes de ser morto, o pit bull havia mordido outros quatro animais e uma pessoa, mas ninguém compareceu à delegacia para prestar depoimento.

A arma do crime, uma pistola .40, não foi apreendida. O caso foi registrado como omissão de cautela na guarda de animais perigosos, mas o proprietário do cão não foi localizado.