Publicado 23 de Novembro de 2012 - 12h01

A Justiça acatou o pedido de prisão preventiva feito pela Polícia Civil de Campinas para Cícero Adriano Lucena da Silva, de 25 anos, acusado de assassinar a universitária Débora Regina dos Santos, de 21 anos. O crime foi em 5 de outubro deste ano. A preventiva garante que Silva fique detido durante o período que o processo transcorra na Justiça, inclusive até o julgamento. Ele estava preso há 29 dias, após investigação do Setor de Homicídios e de Proteção à Pessoa (SHPP) da Polícia Civil, que resultou na prisão temporária inicial.

 

Os policiais verificaram que o crime teve motivação passional. O rapaz tinha ciúmes de Débora, uma antiga amiga. Ela foi assassinada por estrangulamento. Cícero Silva foi transferido na manhã desta sexta-feira (23) da cadeia anexa ao 2º Distrito Policial (São Bernardo) para o Centro de Detenção Provisória 1 (CDP-1) de Campinas.

 

Débora Regina Leme dos Santos trabalhava, estudava e morava em Hortolândia. O corpo dela foi encontrado, dentro de seu Classic, na madrugada de 6 de outubro, no Jardim Santa Marta2, região do Campituba, área Sul de Campinas. Ela estava estrangulada. Os policiais militares e civis que atenderam a ocorrência notaram que aparentemente nada tinha sido roubado da moça, o que levou a se descartar inteiramente, dias depois, a hipótese de latrocínio (roubo seguido de execução).

 

Com diversos depoimentos de amigos e parentes, imagens de câmeras, levantamentos de ordem técnica (como celular e teste de DNA), chegou-se a Cícero, amigo antigo de Débora. Ele foi interrogado e negou o crime. Um dos pontos preponderantes na investigação do SHPP foi o uso de pedaço de um espetinho de carne, achado no carro.

 

A partir dele os investigadores passaram a fechar o cerco em alguém próximo à vítima. Um arranhão que Cícero apresentava na testa também serviu para fundamentar os índícios do crime sobre ele. Restos de pele dele foram achadas sob as unhas da moça, o que serviu de material para análise genética comparativa.