Publicado 23 de Novembro de 2012 - 8h15

Local disponível: transação depende de aprovação da Câmara Municipal

Rodrigo Zanotto/Especial para AAN

Local disponível: transação depende de aprovação da Câmara Municipal

O prefeito Pedro Serafim (PDT) tem estudado alternativas para evitar que as contas da Administração de Campinas sejam reprovadas no final de seu mandato. Uma dívida de R$ 15 milhões da Prefeitura com a Informática de Municípios Associados (IMA) faz parte dos restos a pagar do Executivo. Com a transferência de um terreno de 7,3 mil metros quadrados, localizado ao lado do Departamento de Limpeza Urbana (DLU), ao órgão, os restos a pagar serão cortados pela metade. Restariam ainda R$ 14,9 milhões a serem quitados com credores privados.

Para que a transação tenha efeito é preciso um projeto de lei que deve ser encaminhado à Câmara Municipal para ser apreciado pelos vereadores na próxima semana. A lei precisa ser sancionada pelo prefeito ainda este ano para que as contas fiquem zeradas quando Jonas Donizette (PSB) assumir. Se tudo correr como o Executivo espera, os parlamentares devem aprovar o pedido nas próximas sessões.

O projeto, entretanto, ainda está no departamento jurídico da Administração municipal. Atualmente, a Prefeitura é dona de 99% da IMA, sendo que o restante das ações pertence à Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) e à Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S.A. (Sanasa).

De acordo com o secretário de Finanças, Gilton Pacheco, que é também conselheiro pela IMA, nenhum acionista está sendo prejudicado. “Tenho a consciência tranquila. Estamos fazendo uma coisa legal. Essa transação só é possível com lei autorizativa, que será enviada para a Câmara. Só assim podemos passar a escritura do terreno para a IMA”, explicou.

Ele afirmou ainda que nada foi feito às pressas com a intenção de deixar as contas do Executivo em dia até o dia 31 de dezembro, quando se encerra a gestão Serafim. “Não tem coisa correndo para ser feita. Isto (transferência do terreno e zerar os restos a pagar) só pode ser feito este ano. Não podemos deixar restos a pagar. É uma necessidade da Prefeitura e da empresa”, declarou.

A IMA, por meio de sua assessoria de imprensa, confirmou que tem interesse na negociação para ter a dívida saldada e eliminar um passivo existente. De acordo com a empresa de economia mista, um imóvel próprio como este da transação possibilitará o aumento do espaço físico da companhia e também a participação de linhas de financiamento, por ela poder utilizar o prédio como garantia, o que não pode ser feito hoje.

Atualmente, a IMA ocupa um prédio na Rua Ataliba Camargo Andrade e outro na Rua Antonio Lapa, um total de 3,3 mil metros quadrados. O último relatório disponível no site da empresa informa que é gasto, anualmente, cerca de R$ 1,2 milhão com aluguel desses imóveis, que abrigam pouco mais de 500 funcionários.