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  1. Campinas tem 85% dos homicídios sem solução


    Apenas 22 dos 146 assassinatos ocorridos no ano passado na cidade, 15% do total, foram esclarecidos

    03/02/2012 - 19h24 . Atualizada em 03/02/2012 - 19h55
    Luciana Félix    
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    Érica Moya Rodrigues espera há um ano a solução do assassinato da amiga, Thais Puche Tokumoto
    (Foto: Edu Fortes/AAN)

    Campinas registrou um baixo índice de solução de homicídios no ano passado. Nos 12 meses de 2011, apenas 22 dos 146 assassinatos, ou apenas 15% deles, foram esclarecidos e tiveram seus autores identificados e detidos pela polícia. Ou seja, 124 casos (85%, pouco mais de oito a cada dez crimes) seguem impunes e sem solução. Os dados são do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter-2), responsável pela computação dos registros de Campinas e de outras 37 cidades da região.

    As principais causas apontadas pela própria Polícia Civil para o baixo índice de resolução dos crimes são a falta de efetivo e de equipamentos, além de infraestrutura inadequada. Apesar de ter havido uma queda no número de mortes com intenção — em 2010 foram 157 casos, 11 a menos —, a insatisfação com o índice de resolução tem preocupado a polícia e até o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB). O número de crimes de homicídio solucionados é considerado “baixíssimo” e Alckmin determinou que o Deinter 2 adote medidas emergenciais para reduzir o problema.

    Segundo especialistas, um índice mais alto de resolução de crimes levaria a uma redução no número de assassinatos, o que também diminuiria a sensação de impunidade. “É comprovado que o crime migra para locais onde não há polícia e punição. Com certeza, se o índice de solução fosse mais elevado a intenção de matar cairia, o candidato a autor pensaria duas vezes antes de querer se vingar e sair atirando. Muitos fazem por acreditar na impunidade”, disse o coronel da reserva da Polícia Militar (PM) e conselheiro de segurança José Vicente da Silva Filho.

    Mudanças
    Para tentar aumentar a eficiência nas investigações, o Departamento de Polícia Judiciária decidiu fazer uma espécie de reestruturação em seus quadros para poder colocar mais delegados e investigadores no setor de homicídios e iniciar uma “campanha” para desvendar os casos pendentes.

    Uma das medidas da força-tarefa que começou a ser trabalhada na última semana — depois da interferência de Alckmin — foi a ...

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