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Gigante de tecnologia avalia se instalar no Ciatec
Campinas está na disputa para atrair um grande empreendimento americano na área de software
31/01/2012 - 20h53 . Atualizada em 01/02/2012 - 06h58Maria Teresa Costa
Tweet Compartilhar Depois de perder o investimento de R$ 1 bilhão (R$ 500 milhões na primeira fase) do Itaú-Unibanco para Mogi Mirim, Campinas entra na disputa para atrair um grande empreendimento americano na área de software. Na semana passada, executivos da empresa — cujo nome está sendo mantido em sigilo — visitaram o polo de tecnologia Ciatec 2, interessados em adquirir uma área de 350 mil metros quadrados, que atualmente pertence à Natura.
Além de Campinas, o Correio apurou que os americanos estão analisando áreas em Jarinu e Atibaia, onde há condomínios empresarias. Em Jarinu, está sendo iniciada a terraplanagem para a implantação de seis condomínios e em Atibaia já estão prontos dois e outros seis devem iniciar em breve. A empresa que administra esses condomínios disse que não fornece informação de potenciais clientes. O Correio apurou, também, que a empresa americana contratou a CB Richard Ellis, agenciadora de compra e aluguel de grandes áreas, para encontrar um terreno apropriado ao investimento, mas a assessoria da CBRE não confirmou a informação.
Segundo o diretor da Companhia de Desenvolvimento do Polo de Alta Tecnologia (Ciatec), Décio Sirbone Júnior, a empresa informou, durante reunião com o presidente da Ciatec, Luiz Carlos Rocha Gaspar, que o polo de tecnologia de Campinas é a primeira opção da companhia. “Estamos sendo sondados, mas nem nós sabemos o nome da empresa”, disse Sirbone, que aposta na qualidade da cidade para atrair o investimento.
Dois itens essenciais ao funcionamento do empreendimento de TI, água e energia, estão equacionados. A Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S.A. (Sanasa) fez, a pedido dos empreendedores, um projeto para fornecimento de água de reúso — a capacidade da empresa de abastecimento é de 700 litros de água de reúso por segundo, líquido não-potável resultado do tratamento de esgoto, que pode ser utilizada por indústrias que necessitam resfriar os equipamentos. O volume de água de reúso que será ofertado é quase 20 vezes superior ao que o parque industrial da cidade utiliza hoje.
De acordo com Sirbone, a Ciatec não vai interferir nas negociações entre os empreendedores e a Natura, cuja área foi adquirida em 2006 para a instalação do centro de pesquisa e desenvolvimento de uma das maiores empresas brasileira na área de cosméticos, higiene e perfumaria. Esse centro ainda não começou a ser construído. “Os investidores deixaram claro que querem se instalar no Ciatec 2 e se não houver possibilidade de negociação com a Natura, tentarão outras áreas no polo”, informou.
A direção da Ciatec não pretende perder esse empreendimento e informou que irá fazer tudo o que for possível para facilitar sua instalação. Pesam na decisão a proximidade com os centros de pesquisa em TI instalado em Campinas, a facilidade de escoamento de produtos, o Aeroporto de Viracopos, as estradas e a existência de mão de obra especializada.
A Ciatec tem poucas áreas disponíveis para investimentos e por isso procura glebas que possam formar o terceiro polo de tecnologia da empresa. A Prefeitura indicou, no plano de gestão local da Macrozona 5, uma grande gleba da Agropecuária Acácias, que pertenceu ao Banco Safra, entre os bairros Florence e Rossim, região Noroeste da cidade, para abrigar o terceiro polo. O PLG não falava explicitamente da implantação do Ciatec 3 na área, mas indicava que aquele local poderia receber empresas de tecnologia. A proposta que está na Câmara estipula que os usos e ocupações a se instalarem no local deverão ser destinados, no mínimo 75%, para fins industriais não incômodos, tecnológicos ou de logística, podendo haver até 25% dos usos destinados a fins comerciais e residenciais compatíveis aos padrões habitacionais horizontais.
A demora na aprovação dos planos locais de gestão (PLG) das macrozonas da cidade está levando a Administração a adotar um plano B para garantir áreas para novos investimentos tecnológicos. A proposta em discussão é disponibilizar para empreendedores, terras na região Noroeste da cidade, onde já estão os dois polos da Ciatec.
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Em: 01/02/2012 por:Dr.House
Profissão:Analista de Sistemas Cidade:CampinasJá estou até vendo Campinas perder essa também. Isso já é histórico na cidade. Incompetentes e corruptos em cargos estratégicos resulta nisso. -
Em: 01/02/2012 por:Cabeto Rocker Pascolato (cabetorocker@gmail.com)
Profissão:Musico/Produtor Cultural Cidade:CampinasÉ de extrema importância atentarmos para que nem todas as ofertas de instalação de novas empresas em Campinas é sinônimo de "progresso". Sem prévia consulta pública idônea, cumprimento de todas as exigências ambientais e tranparência das negociações com o poder público é mais que provado que esses investimentos acabam por agravar a situação sócio-ambiental da cidade. O que mais me parece é que o Brasil vai se tornar o "quintal industrial" dos países que reverterão seus quadros de degradação ambi -
Em: 01/02/2012 por:Lucas Zimmer
Profissão:Administrador Cidade:CampinasSeria muito bom para Campinas esse investimento. A região e a cidade em especial é conhecida como vale do silício brasileiro. Se é possível nossos \"nobres\" edis que aumentaram os próprios salários em 126% participarem e ajudarem a cidade a atrair este investimento em benefício do município e não ao seu próprio, como é o de costume, por favor, faço este apelo. Estamos praticamente sem governo, sem liderança e perdendo muito com isso. Na hora de votar a cassação foi uma festa -
Em: 01/02/2012 por:Fábio
Profissão:Professor Cidade:CampinasEngraçado, eu pego o jornal e vejo que as cidades da região recebem investimentos. Indaiatuba receberá uma planta do fábrica de máquinas agrícolas John Deere (que ia se instalar em Campinas, mas a turbulência política espantou o investimento). Mogi Mirim ganhou de nós o centro de tecnologia do Itaú, Piracicaba recebe a Hyundai, Paulínea receberá uma planta da LG, enfim, é comum ver nos noticiários investimentos surgirem nas cidades próximas mas não em Campinas. Por quê?
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