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Consciência ambiental e paradigmas
03/02/2012 - 17h45 . Atualizada em 03/02/2012 - 17h47Correio
Tweet Compartilhar A polêmica envolvendo o uso de embalagens plásticas em supermercados criou uma verdadeira comoção popular, polarizando as opiniões que se fundamentam especialmente em impressões pessoais e mudanças na rotina das pessoas. Toda proposta de alteração em hábitos esbarra no conservadorismo, na inércia natural do ser humano, na dificuldade de assumir novos compromissos e rotinas. A quebra dos costumes sociais deve ser sempre precedida de um trabalho de educação para a civilidade, de evocação do compromisso com a comunidade e de construção de comportamentos mais sadios.
O evidente comprometimento do meio ambiente com os abusos no uso de embalagens plásticas não precisa de muitos argumentos técnicos que justifiquem medidas de contenção de gastos. O saturamento do plástico nos aterros sanitários, nas galerias pluviais e de esgoto, nos cursos d'água, é mais do que eloquente para cobrar soluções práticas de todos os setores envolvidos no esforço de adotar formas mais sustentáveis de consumo. O uso racional de embalagens faz parte de um processo de autodefesa dos humanos, cada vez mais alertados para a necessidade de respeitar o equilíbrio ecológico.
A campanha encetada pela Associação Paulista de Supermercados, com apoio do governo do Estado e dentro dos preceitos da Política Nacional de Resíduos Sólidos, não logrou o convencimento imediato de toda a população, mas representa um passo fundamental para se chegar ao equilíbrio indispensável.
Em meio a tanta polêmica está a consciência ambiental da sociedade. É insustentável a opção de manter um meio de acomodação das compras com material plástico. As alternativas são muitas, baratas, práticas e exigem apenas um esforço de mudança de paradigma dos consumidores. Toda mudança exige uma quota de sacrifício e, quanto mais consciente e responsáveis se mostrarem os cidadãos, menor será o prejuízo pessoal.
O momento é de mobilizar toda a sociedade no sentido de adquirir hábitos saudáveis e condizentes com o estado crítico de comprometimento ambiental. Não apenas as tradicionais sacolinhas são responsáveis pela degradação, mas toda e qualquer forma de acondicionamento que use material incompatível com a natureza. É preciso ceder às tentações de consumo e incluir entre os itens desejáveis das empresas o respeito ao meio ambiente e atitudes responsáveis.
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UMA ANDORINHA ME CONTOU...
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