Publicado 10/07/2019 - 21h31 - Atualizado 10/07/2019 - 21h31

Por AFP


O secretário do Trabalho dos Estados Unidos, Alexander Acosta, defendeu nesta quarta-feira o acordo que ofereceu há uma década ao milionário Jeffrey Epstein, acusado de abuso sexual de menores.

Em um encontro com jornalistas, Acosta negou ter sido parcial num acordo judicial considerado demasiado favorável a Epstein, quando era procurador federal em 2008.

Acusado inicialmente de abuso de menores, o investidor foi apenas condenado a 13 meses de prisão.

Mas Epstein, de 66 anos e amigo de várias figuras poderosas, como o presidente americano, Donald Trump, e o ex-presidente democrata Bill Clinton, foi acusado novamente na segunda-feira de abuso sexual de dezenas de jovens menores de idade.

Desta vez enfrenta até 45 anos de prisão por essas acusações que remontam à mesma época das denúncias anteriores.

"Ele é um homem perigoso e deve ficar entre as grades", afirmou Acosta. "Suas ações merecem uma sentença muito mais dura", reconheceu.

O secretário disse que em 2008, quando era procurador federal na Flórida, sua equipe optou por esse acordo porque temia que ele ficasse livre se pressionassem para levá-lo a julgamento por acusações mais graves.

Epstein finalmente se declarou culpado de utilizar prostitutas menores de idade.

"Nosso objetivo era claro", declarou Acosta: "colocar Epstein na prisão para garantir que ele fosse registrado na lista de criminosos sexuais, dar às vítimas os meios para pedir a reparação".

Líderes do opositor partido Democrata pediram a saída do secretário.

Acosta afirmou que tem o apoio de Donald Trump, mas destacou que o presidente americano tem todo poder para escolher os integrantes de seu gabinete e, eventualmente, destituí-los.

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