Publicado 10/07/2019 - 15h46 - Atualizado 10/07/2019 - 15h46

Por AFP


Um concurso para bruxos que aconteceria neste fim de semana em eSwatini, a antiga Suazilândia, foi proibido pelo governo local.

Os organizadores previam realizar a competição em Manzini, segunda principal cidade de eSwatini. Este pequeno país fica entre África do Sul e Moçambique e é governado pelo rei Mswati III, um dos últimos monarcas absolutos do mundo.

"A competição proposta de bruxaria e feitiços mágicos era insólita no país e era vista como um transtorno na vida do povo de eSwatini", disse o porta-voz do governo, Percy Simelane, em um comunicado.

"O governo não autorizará nenhuma competição deste tipo. Quem insistir em uma atividade relacionada com a bruxaria enfrentará o peso da lei", completou.

Divulgado na terça-feira, o comunicado afirma que a Lei de Bruxaria de 1889 define bruxaria, feitiçaria e prática do vodu como crimes passíveis de pena.

"O governo não pode ficar sentado e olhar, enquanto as vidas dos cidadãos deste país estão expostas a práticas ilegais e estranhas que podem envenenar a mente (do povo), sobretudo, das crianças", acrescentou Simelane.

"O governo não permitirá o concurso de vodu e ponto!", insistiu.

A população, de cerca de 1,3 milhão de habitantes, é composta em sua maioria de cristãos e seguidores de crenças indígenas.

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