Publicado 10/07/2019 - 13h45 - Atualizado 10/07/2019 - 13h45

Por AFP


Após oito anos de guerra, o setor petroleiro perdeu bilhões de dólares na Síria, país onde a maioria dos campos de exploração continua fora do controle do regime de Bashar al-Assad.

O controle dos campos se divide principalmente entre o regime e as Forças Democráticas Sírias (FDS), aliança árabe-curda apoiada por Washington.

As FDS controlam o principal campo petroleiro, Al Omar, e Al Tanak e Jafra, na província oriental de Deir Ezzor.

Em Hassaka (nordeste) e Raqqa (norte), elas dominam o campo de Rmeilan e outros menores, além de dois campos gasíferos em Deir Ezzor e Hassaka.

Damasco controla os principais campos gasíferos, como o Shaer, o maior do país, na província Homs (centro). Além disso, controla os campos petroleiros de Al Ward e Teim, em Deir Ezzor, e outros em Raqqa e Homs.

Antes da guerra (2011), os hidrocarbonetos representavam uma das principais fontes de renda do país.

Em 2010, eram 35% das exportações e 20% das receitas do governo, de acordo com a revista econômica digital The Syria Report.

Com o conflito, as infraestruturas ficaram gravemente prejudicadas, em alguns casos interrompendo a produção.

O regime perdeu o controle dos principais campos petrolíferos e gasíferos, e as potências ocidentais lhe impuseram sanções econômicas.

Antes do conflito, a produção de petróleo era de 385.000 barris por dia (bpd) e de 21 milhões m3 de gás.

Em 2016, ela caiu ao ponto mínimo de 2.000 bpd e 6,5 milhões de m3 de gás, de acordo com o ministro do Petróleo e de Recursos Minerais, Ali Ghanem, citado pela imprensa oficial.

Em 2017, quando o regime arrebatou campos petrolíferos e gasíferos de Homs do grupo extremista Estado Islâmico (EI), a produção na região aumentou para "17 milhões de m3 de gás e 24.000 bpd de petróleo", segundo a mesma fonte.

Esta produção não supre as necessidades da Síria, de acordo com Ghanem - representa apenas 20% em petróleo e de 60% a 70% de gás.

Frequentemente, o regime encurralado comprou petróleo de seus rivais curdos.

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