Publicado 10/07/2019 - 13h31 - Atualizado 10/07/2019 - 13h31

Por AFP


O líder da ultraconservadora Liga e ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, negou, nesta quarta-feira (10), que a Rússia tenha financiado seu partido - conforme nota publicada no site BuzzFeed.

"Já denunciei o caso no passado (contra aqueles o acusam de terem recebido recursos), e farei isso hoje, amanhã e depois de amanhã. Nunca recebi um rublo, um euro, um dólar, ou um litro de vodca da Rússia", afirmou Salvini em um comunicado.

O site de notícias americano BuzzFeed anunciou nesta quarta-feira "uma explosiva gravação de um áudio, na qual um colaborador próximo" de Matteo Salvini "e outros cinco homens negociam um acordo sobre como desviar dezenas de milhões de dólares do petróleo russo para o partido de Salvini".

Por ora, não foi confirmada a autenticidade da gravação, nem de seus participantes, dos quais apenas um colaborador próximo de Salvini é supostamente identificado. Também não há informação sobre as circunstâncias em que o áudio foi registrado.

O BuzzFeed afirma que a gravação foi feita em 18 de outubro, mais de seis meses antes das eleições europeias.

O site reconhece que "não está claro se o acordo foi implementado alguma vez e se, alguma vez, a Liga recebeu recursos" da Rússia.

O colaborador próximo de Salvini se apresenta como Gianluca Savoini, hoje presidente da associação cultural Lombardia-Rússia.

Casado com uma russa, ele é o contato de Matteo Salvini com a Rússia e seus líderes, segundo a imprensa italiana.

"Nunca recebemos um centavo, nem um rublo, nem um único financiamento. Concretamente, a Liga nunca recebeu um centavo da Rússia. A coisa mais importante agora é a verdade. O resto são apenas palavras", reagiu Salvini, segundo a agência italiana de notícias AGI.

O principal partido da oposição na Itália, o Partido Democrático (PD, de centro esquerda), convocou Salvini para que esclareça a situação no Parlamento.

"Será que os rublos russos para a Liga serviam para uma campanha eleitoral contra o euro? Tudo isso deve ser esclarecido de imediato", tuitou o líder d PD, Nicola Zingaretti.

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