Publicado 10/07/2019 - 12h01 - Atualizado 10/07/2019 - 12h01

Por AFP


Vários tártaros da Crimeia foram detidos nesta quarta-feira após uma manifestação na Praça Vermelha de Moscou para denunciar a repressão sofrida pela comunidade muçulmana residente na península ucraniana anexada em 2014 pela Rússia.

Os manifestantes estenderam faixas e cartazes nos muros do Kremlin com os dizeres "Parem com a repressão", "Nossos filhos não são terroristas" ou "A luta contra o terrorismo na Crimeiaa é a luta contra a dissidência", segundo imagens difundidas pelo canal independente Dojd.

Entre as dezenas de pessoas que se encontravam no local, a grande maioria eram de homens idosos.

A polícia impediu rapidamente o protesto.

Sete manifestantes foram detidos e enviados para a delegacia mais próxima, segundo a ONG OVD-Info, especializada no seguimento de detenções. Consultada pela AFP, a polícia de Moscou não confirmou essas prisões.

Segundo o canal Dojd, a manifestação estava vinculada ao estudo, na quinta-feira por parte do Tribunal Supremo da Rússia, do recurso apresentado por quatro tártaros a sua condenação por terrorismo a uma setença entre 9 e 17 anos de prisão por pertencer ao grupo Hizb ut Tahrir.

Os tártaros da Criméia, comunidade muçulmana em sua grande maioria oposta à anexação de Crimea por Moscou, se encontram sob uma forte pressão por parte das atuais autoridades da península.

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