Publicado 10/07/2019 - 06h30 - Atualizado 10/07/2019 - 06h30

Por AFP


A Turquia afirmou nesta quarta-feira que prosseguirá com as atividades de perfuração de petróleo na costa do Chipre, apesar da tensão com a União Europeia (UE), que pediu esta semana a Ancara a interrupção das atividades "ilegais".

A descoberta de grandes reservas de gás no Mediterrâneo oriental acirrou a disputa entre o Chipre, membro da UE, e a Turquia, que no mês passado enviou um segundo navio, o "Yaviz", para explorar gás e petróleo na região.

O ministério das Relações Exteriores da Turquia rebateu em um comunicado as críticas europeias e afirmou que "as atividades de perfuração do "Yavuz" são legais e legítimas".

"Rejeitamos o comunicado do ministério grego das Relações Exteriores e da UE, que consideram que nosso país pratica atividades ilegais", afirma o comunicado.

Após o envio de um primeiro navio, a Turquia iniciou em maio as perfurações de petróleo e gás na região.

A UE afirmou em um comunicado divulgado na segunda-feira que o envio de um segundo navio turco representa uma "escalada inaceitável" e ameaçou a Turquia com sanções, caso o país não interrompa as atividades "ilegais".

O Chipre está dividido em duas partes desde a invasão do norte da ilha pelo exército turco em 1974, após um golpe de Estado que buscava anexar a ilha à Grécia.

A República do Chipre, país membro da UE, exerce sua autoridade nos dois terços do sul da ilha. Na região norte fica a autoproclamada República Turca do Norte do Chipre.

A República do Chipre assinou nos últimos anos contratos de perfuração com empresas do setor de gás, mas a Turquia pede a suspensão dos projetos enquanto não for anunciada uma solução para a divisão da ilha.

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