Publicado 10/07/2019 - 01h15 - Atualizado 10/07/2019 - 01h15

Por AFP


Confrontos tribais deixaram ao menos 24 mortos nos últimos dias em Papua Nova-Guiné, e o primeiro-ministro, James Marape, promete levar os culpados à Justiça.

Clãs adversários se enfrentam há séculos neste país do Pacífico, mas a situação se tornou crítica com a introdução de armas automáticas.

Entre as 24 vítimas registradas em três dias, há duas mulheres grávidas, informou o administrador da província de Hela, William Bando, que teme um agravamento do número total de mortos.

"Esperamos informações atualizadas dos nossos responsáveis no local", declarou Bando, que pediu um reforço de 100 policiais para apoiar os 40 agentes que atuam na região.

O primeiro-ministro Marape, oriundo da mesma região, prometeu reforçar a segurança e prender os culpados.

"É um dos dias mais tristes da minha vida", escreveu Marape, que lamentou os assassinatos de mulheres e crianças em Karida e Munima, aldeias de sua região.

"Aos criminosos armados digo que estão com os dias contados", declarou Marape, prometendo "medidas mais duras", incluindo a "pena de morte, já prevista em lei".

Não se sabe o motivo dos confrontos, mas geralmente são provocados por antigas rivalidades decorrentes de brigas, roubos ou fronteiras tribais.

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