Publicado 09/07/2019 - 11h30 - Atualizado 09/07/2019 - 11h30

Por AFP


O navio "Alan Kurdi", da ONG alemã Sea-Eye, anunciou nesta terça-feira o resgate de 44 migrantes na costa da Líbia, apenas 48 horas depois de uma operação semelhante.

Malta concordou em receber esses migrantes e enviou um barco para buscá-los, disse a Sea-Eye em um comunicado. As autoridades maltesas não confirmaram esta informação.

A ONG declarou que pescadores tunisianos e o avião de busca civil "Colibri" alertaram sobre a presença desses migrantes em perigo no mar.

As autoridades maltesas pediram a um cargueiro próximo para coordenar o resgate e este pediu ao "Alan Kurdi" que acolhesse a bordo as pessoas em perigo.

Os migrantes resgatados disseram que deixaram a cidade líbia de Zuwara no sábado de manhã.

"Quarenta e quatro pessoas, incluindo quatro mulheres e três crianças" embarcaram no "Alan Kurdi", disse Sea-Eye.

Entre os menores havia um bebê de 15 meses e duas crianças de três e cinco anos de idade. Os migrantes são da Síria, Líbia, Paquistão, Bangladesh e Guiné.

"Um bebê de 15 meses nunca deveria estar em uma situação tão perigosa", disse Carlotta Weibl, porta-voz da Sea-Eye.

Na semana passada, o "Alan Kurdi" resgatou 65 migrantes náufragos que realizavam a perigosa travessia do norte da África.

A embarcação estava em águas internacionais ao largo da ilha italiana de Lampedusa.

Finalmente, diante da decisão do ministro do Interior de extrema direita Matteo Salvini de manter os seus portos fechados para os barcos de resgate, o "Alan Kurdi" os levou para Malta.

Os 65 migrantes transferidos para as autoridades maltesas no domingo já foram enviados para outros países da União Europeia, mas ainda não se sabe o que acontecerá com os últimos resgatados pelo "Alan Kurdi".

Um navio italiano também levou 47 migrantes ao porto siciliano de Pozzallo nesta terça-feira, informou a imprensa italiana. Metade deles são tunisianos.

Os migrantes seriam levados a Lampedusa, entre a Sicília e a Líbia, mas não há espaço para eles, já que centenas de migrantes continuam a chegar por seus próprios meios ou resgatados pelas autoridades.

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