Publicado 09/07/2019 - 11h00 - Atualizado 09/07/2019 - 11h00

Por AFP


Há 50 anos, a missão Apollo 11 à Lua representou um grande passo para a humanidade e mudou a maneira de ver a Terra no universo.

Mas foi também o catalisador de enormes avanços científicos e de engenharia, cujo impacto é sentido atualmente.

A façanha exigiu superar inúmeros desafios técnicos, o que foi possível apenas graças à decisão do Congresso americano de entregar um cheque em branco à NASA para derrotar a União Soviética na corrida espacial.

Os Estados Unidos gastaram aproximadamente 150 bilhões de dólares (nos valores atuais) em seus três primeiros programas espaciais.

"A Apollo proporcionou um laboratório para as pessoas se dedicarem à resolução dos enormes problemas de engenharia", disse à AFP Brian Odom, historiador do Marshall Space Flight Center da NASA.

Liderado por uma equipe de ex-cientistas nazistas, o foguete Saturno V ainda é o mais poderoso já construído e deixou uma pegada que todas as missões subsequentes seguiram.

Confira abaixo algumas dessas conquistas:

Até a década de 1960, os computadores eram máquinas gigantes, compostas de milhares de tubos a vácuo sedentos de energia.

Tudo mudou com o advento da chamada "computação em estado sólido" e os transistores, que tornaram possível miniaturizar a tecnologia para adaptá-la a uma espaçonave.

"Era preciso um grande empurrão dos foguetes, mas também reduzir a massa e aumentar a potência a bordo dos computadores", disse Scott Hubbard, ex-diretor do Ames Research Center da NASA.

A transição foi grandemente acelerada pela Apollo, que fomentou a formação do Vale do Silício.

A NASA precisava desenvolver um purificador de água pequeno e leve, que gastasse pouca energia. Os técnicos construíram um dispositivo de 9 onças (255 mg) que cabia na palma da mão e liberava íons de prata na água, sem a necessidade de cloro. Desde então, a tecnologia foi implementada em todo mundo para matar micróbios nos sistemas de tratamento e fornecimento de água.

Outro problema era como preservar os alimentos sem refrigeração. A pesquisa levou ao desenvolvimento da liofilização: o processo de desidratar alimentos recém-cozidos a temperaturas muito baixas e conservá-los em um recipiente capaz de protegê-los da umidade e do oxigênio.

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