Publicado 09/07/2019 - 07h00 - Atualizado 09/07/2019 - 07h00

Por AFP


O Supremo Tribunal da Suécia rejeitou nesta terça-feira o pedido de extradição de Pequim de um cidadão chinês acusado de desvio de recursos públicos, argumentando que ele poderia ser submetido a torturas e condenado à pena de morte.

A justiça da província de Henan (centro da China) acusa Qiao Jianjun, ex-funcionário da administração pública, de ter desviado até 200 milhões de yuans (29 milhões de dólares) entre 2008 e 2011.

Qiao Jianjun nega as acusações de fraude a afirma que é perseguido desde que aderiu, em 2010, ao proibido Partido Democrata chinês.

O tribunal sueco considerou que existem provas sérias contra o chinês, mas afirmou que "a extradição não pode acontecer [...] devido ao risco de perseguição motivada por suas atividades políticas e de tratamento contrário à Convenção Europeia de Direitos Humanos".

O Supremo da Suécia informou que a justiça chinesa garantiu que Qiao Jianjun não seria condenado à morte, pena prevista para o delito financeiro do qual é acusado, mas destacou que "existem muitas razões para duvidar da confiabilidade" desta garantia.

Qiao Jianjun foi detido na Suécia em junho de 2018 a pedido da justiça da China.

jll-gab/hdy/del/bc/pc/fp

Escrito por:

AFP