Publicado 08/07/2019 - 13h45 - Atualizado 08/07/2019 - 13h45

Por AFP


Manifestantes antigoverno em Hong Kong começaram a impulsionar, nesta segunda-feira, um projeto para "testar a resistência" de um grande banco chinês e manter, assim, a pressão contra o executivo local, após as prisões nos últimos confrontos.

Há duas semanas, o território semiautônomo vive uma profunda crise política, desencadeada por um projeto de lei que autoriza as extradições para a China continental, com protestos pacíficos gigantescos e confrontos violentos entre a polícia e os grupos radicais.

Entre as novas operações organizadas pelos manifestantes está a ideia de fazer uma retirada em massa, neste sábado, dos fundos do Bank of China, um dos quatro maiores bancos públicos chineses, a fim de "testar sua resistência" em matéria de liquidez.

Esta proposta está se espalhando nas redes sociais.

O arranha-céu onde fica a sede do banco em Hong Kong é um dos mais conhecidos da paisagem urbana da região.

O projeto sobre as extradições foi suspenso, o que não adiantou para arrefecer os ânimos, que se transformou em um movimento mais amplo para reclamar reformas democráticas e o fim do controle das liberdades neste território semiautônomo, que voltou ao controle chinês em 1997.

Na noite de domingo nos atos de violência tiveram início no bairro de Mongkok, na parte continental de Hong Kong, após uma manifestação pacífica destinada a informar os turistas chineses do continente sobre o movimento de protestos.

Os confrontos ocorreram após uma ação policial contra pequenos grupos de manifestantes com o rosto coberto se negavam a se dispersar.

Em um comunicado, a polícia declarou que os manifestantes participavam de uma "concentração ilegal".

"Alguns manifestantes criaram resistência e a polícia prendeu cinco pessoas por ter atacado um agente e por obstaculizar o trabalho das forças de ordem no exercício de suas funções".

Outro manifestante foi preso horas antes por não ter apresentado seus documentos de identidade.

Os manifestantes pedem o cancelamento do projeto de lei sobre extradição, uma investigação independente sobre o uso de balas de borracha pela polícia, anistia para os detidos e a renúncia da líder de Hong Kong, Carrie Lam.

Pequim fez tudo que foi possível para apoiar as autoridades locais e exige uma investigação criminal contra as pessoas envolvidas nos confrontos.

Lam, cuja última grande aparição foi durante a coletiva de imprensa após a invasão do Parlamento local, se reunirá com jornalistas na terça-feira, segundo seu escritório.

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