Publicado 07/07/2019 - 21h30 - Atualizado 07/07/2019 - 21h30

Por AFP


O presidente americano Donald Trump disse neste domingo que os centros de detenção de migrantes, cujas condições precárias e de superlotação foram objeto de críticas nos últimos dias, abrirão suas portas a jornalistas. "Começarei a mostrar alguns desses centros de detenção à imprensa. Quero que a imprensa entre e os veja", disse o presidente a jornalistas em Morristown, New Jersey."Deixaremos alguns jornalistas entrarem porque estão atestados", acrescentou.Seus comentários são feitos depois que os jornais The New York Times e The El Paso Times publicaram no sábado uma matéria que descrevia uma estação da Patrulha Fronteiriça em Clint, Texas, ocupada por centenas de crianças vestidas com roupa suja e trancados com doenças em celas. Trump classificou o conteúdo de "engano". "O odor da roupa suja das crianças era tão forte que se estendeu para a roupa dos agentes. As pessoas da cidade apertavam seus narizes quando passavam por ali para ir trabalhar. As crianças choravam constantemente", disse a publicação."Uma menina parecia querer se suicidar, e os agentes a fizeram dormir em uma maca em frente a eles, para tê-la à vista enquanto faziam os trâmites dos recém-chegados", acrescenta. A matéria ecoou um relatório de controle do Departamento de Segurança Nacional (DHS, na sigla em inglês), publicado na semana passada, que advertiu sobre o "confinamento perigoso" em vários centros de detenção, onde são detidos milhares de migrantes que em geral fogem da violência e da pobreza, e tentam permanecer nos Estados Unidos.Legisladores democratas que também visitaram os centros de detenção informaram sobre superlotação de celas e ausência de água corrente. Crianças e adultos não tinham acesso a medicamentos e não tomavam banho há duas semanas.Em um tuíte, Trump disse que "se os imigrantes ilegais não estão contentes com as condições nos centros de detenção construídos ou recondicionados rapidamente, diga a eles que não venham. Problema resolvido!". cs/mdl/mls/rsr/ccTHE NEW YORK TIMES COMPANY

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