Publicado 07/07/2019 - 15h45 - Atualizado 07/07/2019 - 15h45

Por Estadão Conteúdo


Prefeitura de São Paulo intensificou na madrugada deste domingo, 7, as ações de acolhimento junto à população em situação de rua, após a polícia encontrar três pessoas mortas na capital paulista com suspeita de hipotermia.

As baixas temperaturas que atingiram a capital paulista desde a madrugada da última sexta-feira, 5, podem ter causado a morte dos moradores de rua dos bairros de Itaquera, Pari e Barra Funda.

O prefeito Bruno Covas (PSDB) esteve presente na noite deste sábado, 6, na região central da cidade em uma ação de acolhimento à população de rua realizada pela secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS.

"Acompanhar essas abordagens realizadas pelas equipes de assistência social são fundamentais para vermos o resultado desse trabalho." (é uma ação) Muito forte, muito firme da Prefeitura de São Paulo de poder acompanhar isso, ver de que forma consegue ampliar e aperfeiçoar esse sistema para que a gente não tenha mais outros casos de óbitos por conta do frio na cidade de São Paulo", disse Covas.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a capital teve a madrugada mais fria do ano neste domingo, com termômetros marcando 6,5ºC. No sábado, os termômetros haviam registrado 7,4ºC, recorde de temperatura baixa em 2019 até então.

Já o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura chegou a registrar temperatura de -0,2ºC em Engenheiro Marsilac, na zona sul da capital. A temperatura mínima média registrada pelas 28 estações da CGE foi de 5ºC. A série histórica, que compila dados desde 2004, aponta que o recorde absoluto de frio ocorreu no dia 13 de junho de 2016, quando os termômetros registraram 3,5°C em média na cidade e mínima de -0,6°C na Capela do Socorro, também na Zona Sul.

A máxima prevista para o domingo é de 13ºC, mas, já na segunda-feira, a temperatura deve subir aos poucos, chegando a 17ºC de máxima. Para terça, 9, o Inmet prevê de 6ºC a 18ºC.

Ajuda pode ser acionada por meio do 156

A população também pode ajudar as pessoas em situação de rua solicitando uma abordagem social por meio da CPAS, que funciona 24 horas por dia e pode ser acionada pela Central 156.

A solicitação pode ser anônima, mas é importante ter as seguintes informações para facilitar a identificação:

O endereço da via em que a pessoa em situação de rua está (o número pode ser aproximado);

Citar pontos de referência;

Características físicas e detalhes de como a pessoa a ser abordada está vestida.

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