Publicado 12/06/2019 - 10h45 - Atualizado 12/06/2019 - 10h45

Por AFP


Um massacre em um vilarejo no centro de Mali no domingo (9) deixou 35 mortos, incluindo 24 crianças, de acordo com um balanço oficial divulgado nesta quarta-feira (12), revisando uma estimativa inicial de 95 mortes.Segundo o governo, em um breve comunicado, seis pessoas foram detidas em "controles de rotina" - dois deles realizados por membros da Missão da ONU no Mali (Minusma).O governo havia anunciado na segunda-feira um "balanço provisório" de 95 mortos e 19 desaparecidos na aldeia de Sobane Da.À noite, porém, o governador da região de Mopti, que foi ao local com uma equipe da Defesa Civil, anunciou um saldo de "11 adultos e 24 crianças" assassinados, todos enterrados no mesmo dia.O governador atribuiu a diferença entre os dois balanços às informações dadas pelos habitantes com base no número de membros de cada família, presumindo que todos haviam morrido.Após uma missão de investigadores na terça-feira, o mesmo dia da visita do primeiro-ministro Boubou Cissé, "o número de pessoas mortas passou de 95 para 35 (11 adultos e 24 crianças)", segundo a declaração do governo.Embora a autoria deste ataque não tenha sido reivindicada, vários moradores da aldeia disseram à AFP que os ataques teriam sido cometidos por membros da etnia peul. Eles chegaram de localidades vizinhas e pertenceriam a grupos jihadistas.O massacre ocorreu menos de três semanas depois de quase 160 membros da etnia peul terem sido massacrados na aldeia de Ogosagu por um grupo identificado como dogom.Desde o surgimento, em 2015, no centro do Mali, do grupo extremista islâmico de Amadou Koufa, recrutando prioritariamente pessoas da etnia peul - tradicionalmente criadores de animais -, os confrontos aumentaram entre esta comunidade e as etnias bambara e dogom. Estes últimos são praticantes da agricultura, que criaram seus próprios "grupos de autodefesa".sd/sst/jhd/ri/bp/eg/mr/tt

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