Publicado 12/06/2019 - 09h44 - Atualizado 12/06/2019 - 09h44

Por AFP


O tribunal que julga o ex-presidente panamenho Ricardo Martinelli por suspeita de espionar membros da oposição durante seu governo (2009-2014) ordenou sua soltura nesta quarta-feira (9).Ontem, completou um ano desde que ele foi detido no Panamá após ser extraditado dos Estados Unidos."O Tribunal ordena a suspensão da medida cautelar imposta a Ricardo Martinelli por cumprir o prazo de vigência" e lhe concede prisão domiciliar, anunciou Raúl Vergara, terceiro magistrado do tribunal que julga o ex-presidente.Horas antes durante uma audiência, o advogado de Martinelli, Carlos Carrillo, havia pedido "a liberdade imediata" do ex-presidente. Para a alegação do pedido de soltura, o advogado alegou que, segundo legislação em vigor, a detenção provisória "não pode exceder um ano"."O texto da lei é claro", afirmou Vergara, referindo-se a um auto onde se diz que não há "certeza" de que o ex-presidente tivesse a intenção de fugir, influenciar o processo, ou ameaçar os demandantes, como argumentava a Procuradoria.A decisão, unânime após 11 horas de deliberação, sofreu apelação de todas as partes envolvidas.Martinelli estava presente na sala do tribunal, quando a decisão foi lida.O pedido de soltura foi rejeitado pelo procurador Ricaurte González e pelo advogado que representa as vítimas, Carlos Herrera."Obviamente, há uma situação de risco" de que Martinelli tente fugir da Justiça, denunciou González, ao rejeitar o pedido da defesa.É "ridículo" que fique em liberdade, porque "tem uma grande fortuna e um grande poder político" para fugir, insistiu Herrera antes da decisão judicial.O anúncio do juiz foi celebrado por cerca de 50 simpatizantes de Martinelli na saída do tribunal, aos gritos de "Liberdade, liberdade!". jjr/ll/tt

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