Publicado 11/06/2019 - 21h00 - Atualizado 11/06/2019 - 21h00

Por AFP


Oitenta e seis por centro das pessoas consultadas em uma pesquisa internacional publicada nesta terça-feira (11) no Canadá admitiram ter acreditado em pelo menos uma notícia falsa com a qual se depararam na maioria das vezes em redes sociais.As plataformas de redes sociais foram apontadas como as principais responsáveis pela propagação de "fake news" por uma maioria esmagadora (82%) dos consultados em uma pesquisa da Ipsos para o grupo de análise canadense Centro para a Inovação em Governança Internacional. Segundo a pesquisa, 77% dos usuários do Facebook consultados disseram que viram circular informação total ou parcialmente falsa. Esta cifra cai 62% entre os usuários do Twitter. Egito (60%), Nigéria (58%), Índia (52%), China (56%), México e Hong Kong estão os países onde alguma informação falsa enganou a maioria dos internautas.Comparativamente, uma minoria de franceses (38%) e americanos (36%) disseram que dão credibilidade "às vezes" ou "frequentemente" a conteúdos falsos. No Paquistão, o país mais cético segundo esta pesquisa, essa cifra diminui para 26%. Grande maioria dos consultados acredita que é preciso promover a educação dos usuários com relação às notícias falsas ou à moderação de conteúdos por parte das plataformas de redes sociais para combater a propagação de informação enganosa.A censura governamental para regular o conteúdo on-line é a solução menos popular, embora 61% dos consultados sejam "fortemente" ou "parcialmente" favorável a ela.A pesquisa se baseia em testemunhos de 25.229 usuários de Internet, consultados entre 21 de dezembro de 2018 e 10 de fevereiro de 2019 em 25 países, e tem margem de erro de 3,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.Foi feita uma pesquisa on-line em 21 desses países e foram feitas entrevistas pessoais em Quênia, Nigéria, Paquistão e Tunísia (com o que a margem de erro diminuiu para 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos). O Facebook assinou contratos de verificação de notícias com veículos do mundo todo - entre eles a Agence France-Presse (AFP) -, encarregados de verificar a veracidade de conteúdos compartilhados maciçamente nas redes sociais e suspeitos de serem falsos.

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