Publicado 11/06/2019 - 07h14 - Atualizado 11/06/2019 - 07h14

Por AFP


Kim Jong Nam, o meio-irmão do líder norte-coreano Kim Jong Un que foi assassinado na Malásia em 2017, era um informante da CIA, informa o Wall Street Journal.Citando a "uma pessoa próxima ao caso", o jornal americano afirma que que Kim Jong Nam se reuniu diversas vezes com funcionários da Agência Central de Inteligência (CIA) americana.Kim Jong Nam, filho mais velho de Kim Jong Il, que chegou a ser considerado em uma época como o herdeiro do governo da Coreia do Norte, morreu depois de ser atingido no rosto com o agente nervoso VX no aeroporto de Kuala Lumpur.De acordo com a fonte do WSJ, havia uma "ligação" entre Kim Jong Nam e a CIA, mas o jornal destaca que muitos detalhes de sua conexão com a agência de inteligência não estavam claros.A fonte afirmou que Kim Jong Nam viajou à Malásia em fevereiro de 2017 para uma reunião com seu contato da CIA, mas afirmou que talvez este não fosse o único propósito da viagem.Kim Jong Nam morreu depois de ser atacado com o agente nervoso no aeroporto de Kuala Lumpur em 13 de fevereiro de 2017, um assassinato ao estilo da Guerra Fria que chamou a atenção de todo o planeta.Duas mulheres jovens, uma vietnamita e uma indonésia, foram detidas e acusadas formalmente por assassinato. Elas insistiram que foram enganadas por agentes norte-coreanos, que as levaram a acreditar que o ataque era uma "pegadinha" para um programa de TV.As duas foram liberadas depois que a Promotoria da Malásia abandonou as acusações por um assassinato que a Coreia do Sul atribui ao regime norte-coreano, que nega qualquer envolvimento.Kim Jong Nam caiu em desgraça depois de ser deportado do Japão em 2001 por tentar entrar com um passaporte falso no país para visitar a Disneylandia.Desde então vivia no exílio, no território chinês de Macau.

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