Publicado 11/06/2019 - 06h44 - Atualizado 11/06/2019 - 06h44

Por AFP


A Coreia do Norte pediu nesta terça-feira ao governo dos Estados Unidos que "recue em sua política hostil", um dia antes do primeiro aniversário da reunião histórica entre seu líder Kim Jong Un e o presidente americano Donald Trump.O primeiro encontro da história entre um líder norte-coreano e um presidente americano durante seu mandato aconteceu em 12 de junho de 2018 em Singapura, onde Kim Jong Un e Trump assinaram uma vaga declaração de intenções para "a completa desnuclearização".Mas a segunda reunião, no Vietnã em fevereiro passado, terminou de modo abrupto quando os dois não conseguiram chegar a um acordo sobre o que o Norte deveria fazer para obter um alívio das sanções.A declaração conjunta da reunião de Singapura, "de grande importância histórica, está a ponto de virar um documento morto à medida que os Estados Unidos rejeitam sua implementação", afirmou a Agência Central de Notícias da Coreia do Norte (KCNA).O texto da agência acrescenta que a "política arrogante e unilateral" dos Estados Unidos nunca funcionaria com a Coreia do Norte."A paciência da República Popular Democrática da Coreia tem um limite. Agora é o momento pra que o governo dos Estados Unidos recue em sua política hostil".Na reunião de Hanói, Washington buscou um acordo de desnuclearização imediato e completo, enquanto Pyongyang desejava um processo por etapas, ao mesmo tempo que exigiu a suspensão das sanções econômicas mais importantes em troca do fechamento do complexo nuclear de Yongbyon, algo rejeitado pelos americanos.Desde então, Pyongyang acusado Washington de agir de "má-fé" e deu prazo até o fim de ano para uma mudança de estratégia.No mês passado, a Coreia do Norte elevou a tensão na região ao testar mísseis de curto alcance pela primeira vez desde novembro de 2017.O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, que teve um papel decisivo na mediação do encontro de cúpula de Singapura ano passado, afirmou na segunda-feira que conversações foram iniciadas para uma terceira reunião EUA-Coreia do Norte, informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap.kjk/tom/fox/al/erl/fp

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