Publicado 10/06/2019 - 13h45 - Atualizado 10/06/2019 - 13h45

Por AFP


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou violentamente nesta segunda-feira (10) as práticas comerciais da China e lançou um ultimato a seu colega Xi Jinping, reforçando ainda mais a incerteza sobre o desenlace da disputa comercial entre os dois países. Depois de acusar mais uma vez Pequim de manipular sua moeda, o magnata republicano ameaçou impor novas tarifas se um encontro marcado à margem do G20 com Xi, no final de junho, for cancelado.Ao mesmo tempo, como de costume nas negociações comerciais, o imprevisível líder norte-americano destacou suas excelentes relações com seu colega chinês, "um cara incrível", "muito forte e muito inteligente"."Eu acho que ele irá e acho que temos uma reunião marcada. Acredito que ele irá. Se isso acontecer será muito bom e se não acontecer também será bom", disse ele à CNBC, evocando a cúpula que reunirá as principais potências mundiais nos dias 28 e 29 de junho no Japão, onde a reunião bilateral poderá ocorrer.Nos últimos meses, Trump impôs por etapas tarifas de 25% sobre 250 bilhões de dólares em importações chinesas e ameaça ampliar os impostos alfandegários sobre mais 300 bilhões de dólares em mercadorias.Trump tenta fazer com que a China mude sua política comercial, além de querer obter de Pequim uma série de compromissos sobre o respeito à propriedade intelectual, o fim das transferências forçadas de tecnologia e o abandono dos subsídios às empresas estatais.O presidente americano argumenta em seu favor que sua política tem tido impacto sobre a economia chinesa, o que levará Pequim a buscar um acordo."A China foi verdadeiramente dizimada. Muitas empresas estão deixando o país porque não querem pagar as tarifas", disse ele. "Eu acho que a China vai assinar um acordo porque eles são obrigados a fazê-lo".Depois de garantir que a China "perdeu vários bilhões de dólares", Trump apontou que, graças à sua política, o gigante asiático nunca alcançará os Estados Unidos, algo que teria sido totalmente diferente no caso da democrata Hillary Clinton ter vencido as eleições de 2016.O magnata republicano também voltou a acusar Pequim de manipular sua moeda para anular o efeito das novas tarifas.Ele também aproveitou a oportunidade para criticar novamente o banco central de seu país (o Fed) por ter aumentado as taxas de juros muito rapidamente, quando Xi dita sua vontade ao banco central chinês."Não se esqueçam que na China o patrão do banco central é o presidente Xi, o presidente chinês", que "como chefe do banco central pode fazer o que quiser", declarou. De acordo com um relatório recente do Tesouro americano, a China não manipulou sua moeda nos últimos seis meses. jca/la/dg/dga/mr

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