Publicado 08/06/2019 - 21h14 - Atualizado 08/06/2019 - 21h14

Por AFP


Com enormes bandeiras argentinas e lenços azuis, centenas de ativistas 'pró-vida' marcharam neste sábado em Buenos Aires em apoio a um médico condenado por impedir um aborto legal de uma jovem que engravidou após um estupro.O ginecologista Leandro Rodríguez Lastra foi considerado culpado do delito de incumprimento de deveres de funcionário público em um julgamento realizado em maio passado na província de Río Negro (sul)."Estamos vendo que um médico é condenado e punido por ter salvo, não apenas a vida da mãe mas também a vida de um bebê de 22 semanas, é uma atrocidade", declarou à AFP Fernando Secin, um médico que marchou em defesa de seu colega.A mobilização caminhou da Plaza de Mayo ao Congresso, com enormes bandeiras argentinas, bonecos que simulavam fetos e neonatos, assim como algumas imagens religiosas católicas.O médico condenado, presente na marcha, foi homenageado e considerado um "herói por sua coragem" em um ato da Democracia Cristã em 31 de maio em Buenos Aires.O médico foi acusado de aplicar uma medicação para reverter um aborto em curso na jovem de 19 anos, que engravidou em um estupro, um dos casos em que o aborto não é penalizado na Argentina.O caso, que chegou à justiça depois de uma denúncia da deputada provincial e médica pediatra Marta Milesi, comoveu Río Negro no ano passado, em pleno auge do debate pela legalização do aborto, que foi aprovado pelos deputados mas rejeitado no Senado.O projeto que divide os argentinos voltou a ser apresentado no Congresso em 29 de maio passado, apoiado por uma multitudinária marcha de lenços verdes, cor que simboliza a luta a favor da legalização do aborto. ls/gm/db

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