Publicado 08/06/2019 - 11h00 - Atualizado 08/06/2019 - 11h00

Por AFP


O embaixador dos Estados Unidos em Israel, David Friedman, considerou que este país tem direito a anexar pelo menos "algo" da Cisjordânia ocupada, comentários que, provavelmente, aumentarão as reservas palestinas ao esperado plano de paz americano.Os palestinos rejeitaram o plano antes mesmo de ser apresentado, alegando que o governo de Donald Trump é excessivamente pró-Israel. Os comentários do embaixador David Friedman se anunciam, assim, como um novo golpe ao já delicado e difícil processo de paz."Sob certas circunstâncias, acredito que Israel tem direito a reter algo da Cisjordânia, mas não provavelmente toda", afirmou ele, em entrevista publicada no sábado pelo jornal "The New York Times"."A última coisa de que o mundo precisa é de um Estado falido palestino entre Israel e Jordânia", acrescentou Friedman."Talvez não aceitem. Talvez não satisfaça suas demandas mínimas", reconheceu o embaixador, um ferrenho partidário das colônias israelenses."Acreditamos no fato de que o plano correto, no momento adequado, terá a reação correta com o tempo", insistiu.O alto dirigente palestino Saeb Erekat afirmou que esse princípio pressupõe "a cumplicidade americana com os planos coloniais israelenses".O estabelecimento de um Estado palestino em territórios que incluem Cisjordânia, ocupada por Israel na guerra dos Seis Dias de 1967, foi o eixo dos planos de paz anteriores para o Oriente Médio.Ainda não há uma data precisa para anunciar o plano do governo de Trump, embora esteja prevista uma conferência no Bahrein este mês. Nela, devem ser apresentados seus aspectos econômicos.scw/kir/al/jz/tt

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