Publicado 12/06/2019 - 11h02 - Atualizado 12/06/2019 - 11h02

Por Maria Teresa Costa

A redução dos juros do crédito imobiliário e as medidas que igualaram as taxas do Sistema Financeiro ajudam a impulsionar o mercado imobiliário na região de Campinas

Leandro Ferreira/AAN

A redução dos juros do crédito imobiliário e as medidas que igualaram as taxas do Sistema Financeiro ajudam a impulsionar o mercado imobiliário na região de Campinas

Apesar de o mercado enfrentar estagnação, o setor da construção civil da Região Metropolitana de Campinas (RMC) comemora mudanças de rumo, com os lançamentos de unidades habitacionais e loteamentos previstos para o segundo semestre e início de 2020. O termômetro vem do Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais do Estado de São Paulo (Graprohab): cresceu, na RMC, em 131% o total de unidades em fase de aprovação no órgão estadual de janeiro a abril, na comparação com o mesmo quadrimestre do ano passado.
O órgão analisa projetos de 9.606 unidades habitacionais e loteamentos, que devem ser lançados a partir do segundo semestre. Campinas tem o maior número de pedidos em análise, segundo revelou o presidente do Graprohab, Lacir Baldusco, no Smartus Fórum Imobiliário, realizado em Campinas e organizado pela GRI Company para empresários do setor. São 2.677 unidades em nove empreendimentos, seguido de Jaguariúna com 1.201 unidades em três empreendimentos, e Monte Mor, com 1.191 unidades em dois empreendimentos.
O presidente da Associação das Empresas do Setor Imobiliário e da Habitação de Campinas (Habicamp), Francisco de Oliveira Lima, afirma que o volume de empreendimentos ainda não representa uma forte retomada dos investimentos, mas isso deve ocorrer a partir de agora, com as medidas anunciadas no início do mês pela Caixa Econômica Federal (CEF).
A redução dos juros do crédito imobiliário e as medidas que igualaram as taxas do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) para as operações contratadas desde o último dia 5, irão impulsionar o mercado imobiliário na região. As mudanças, afirmou, além de incentivar as vendas de imóveis, afetarão empresas de material de construção e o mercado de trabalho nos próximos meses.
O volume de unidades na RMC que aguardam liberação representa 20% do total do Estado. Do total, 15% são referentes a projetos de apartamentos e 7% para novos loteamentos, que devem chegar ao mercado ainda no segundo semestre deste ano ou inicio de 2010.
Segundo Oliveira Lima, o número de novos empreendimentos vai representar mais recursos injetados nas cidades, mais impostos para as prefeituras, novos trabalhos para as construtoras, imobiliárias e fornecedores de matéria-prima e mais empregos ao longo dos próximos meses.
O presidente da Habicamp lembra que a construção civil vive um período menos crítico que outros setores da economia, e mantém contratações de novos funcionários nos últimos quatro meses. Nesse período, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apontam que entre contratações e demissões no quadrimestre, o saldo é positivo com 1.373 vagas abertas com carteira assinada.
No radar
Cambuí, Taquaral e Vila Industrial estão no radar das construtoras para lançamentos imobiliários para as classes média e alta, segundo a regional do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci). No Cambuí, onde o metro quadrado de terreno está em R$ 11 mil, há previsão de início de obras de 15 empreendimentos este ano e em 2020. O Taquaral entrou na mira do setor após aprovação a aprovação do novo Plano Diretor de Campinas, que tornou os zoneamentos mais flexíveis.
Segundo o conselheiro do Creci, Doulas Vargas, o Cambuí está chegando no ponto de saturação, porque não existe mais áreas disponíveis para novos empreendimentos. Já o Taquaral tem áreas vazias. O interesse do mercado nessa região, disse, pode ser visto com a montagem de estandes de vendas e início de obras, principalmente na Avenida Brasil e entorno da Lagoa do Taquaral.
No Parque Industrial, terceira região que deve receber grande volume de investimentos imobiliários, segundo Vargas, também existem grandes áreas vazias.

Escrito por:

Maria Teresa Costa