Publicado 12/06/2019 - 09h34 - Atualizado 12/06/2019 - 09h34

Por Daniel de Camargo

Agência da João Jorge é um das 161 do País que serão fechadas

Cedoc/RAC

Agência da João Jorge é um das 161 do País que serão fechadas

Comerciantes da região central de Campinas reuniram aproximadamente 700 assinaturas em um abaixo-assinado que pede o não fechamento da agência dos Correios situada na Vila Industrial, em Campinas. O documento foi enviado, via Sedex, para a sede da instituição, em Brasília. 
Segundo uma das organizadoras, Paula Delbue, a correspondência foi endereçada ao presidente da entidade, o general Juarez Cunha. Em meados de maio, a empresa anunciou o fechamento de duas agências na cidade. Além da instalada na Avenida João Jorge, a filatélica — dedicada ao comércio de selos postais e carimbos, entre outros —, que funciona na Avenida Francisco Glicério, também encerra suas operações até 5 de julho.
"Não sabemos se o nosso pedido vai ser acatado. Mas, pelo menos estamos expondo a nossa indignação", disse Paula, que desde 2010, ganha a vida vendendo artigos de moda hippie em uma loja virtual na internet. Por isso, frequenta diariamente a unidade para despachar os itens vendidos aos seus clientes. A empresária espera que o representativo número de assinaturas sensibilize a direção dos Correios.
A comerciante informou que após receber um comunicado dos Correios, com quem mantém um contrato de prestação de serviços para entregas há cinco anos, se juntou a um colega e passou a visitar os estabelecimentos comerciais da região. Nos últimos 15 dias, três grupos de pessoas se dedicaram a colher as assinaturas. Ao todo, 500 pessoas assinaram o documento físico, enquanto outras 200 aderiram à causa por meio de um abaixo-assinado eletrônico.
"Dos participantes, 90% são pequenos empresários ou profissionais liberais", afirmou, sobre o perfil das pessoas que pedem a manutenção da agência. "A maioria tem contrato corporativo com os Correios", completou. O grupo entende que a unidade na Av. João Jorge é fundamental para o crescimento de seus negócios.
Paula assegura que a agência da Vila Industrial oferece condições excepcionais aos clientes dos Correios: ótima localização, atendimento ágil, área para carga e descarga, e facilidade para estacionar. O mesmo cenário não será encontrado nas agências que devem absorver o atendimento.
Reestruturação
Os Correios informaram, em nota, que as atividades das duas agências que serão fechadas em Campinas serão absorvidas pela unidade da Avenida Francisco Glicério, no Centro, "que possui toda a capacidade instalada necessária para abarcar a demanda”. No comunicado emitido pela empresa em maio, os Correios citaram também que "as unidades que serão desativadas ocupam imóveis alugados e estão sombreadas por outras."
Na oportunidade, foi informado que 161 agências próprias serão fechadas no Brasil até o dia 5 de julho. De acordo com a estatal, as razões que levaram o grupo a tomar essa decisão foram "a readequação da rede de atendimento e da força de trabalho". A maior parte das agências que serão fechadas fica no Estado do Rio: 24 só capital fluminense. Em seguida vem o Estado de São Paulo, com 26 agências. Atualmente, os Correios possuem cerca de 11 mil pontos de atendimentos em todo País.

Escrito por:

Daniel de Camargo