Publicado 12/06/2019 - 08h25 - Atualizado 12/06/2019 - 16h32

Por Alenita Ramirez

A expectativa é de vender cerca de 15 mil pedaços do bolo amanhã, na celebração que começa às 7h

Matheus Pereira/Especial para a AAN

A expectativa é de vender cerca de 15 mil pedaços do bolo amanhã, na celebração que começa às 7h

Os preparativos para o tradicional bolo de Santo Antônio chegam na reta final nesta quarta-feira (12). Ao menos 40 voluntários trabalham na confecção da iguaria, que será vendido nesta quinta (13), no dia do padroeiro. Para este ano, ele estará um metro a mais em relação ao ano passado, segundo uma das coordenadoras, Lúcia Helena Machado Coutinho. Em 2018, foram 175 metros. Além do bolo, também será distribuído o pão bento. 
A festa em homenagem ao santo casamenteiro e também padroeiro dos pobres e desfavorecidos acontece na paróquia que leva o mesmo nome no bairro Ponte Preta, em Campinas, nesta quinta-feira, a partir das 7h, com a realização de sete missas ao longo do dia — a cada duas horas há uma. O bolo começa a ser vendido às 7h30. A embalagem maior custará R$ 15 e o pedaço, R$ 4.
A expectativa é vender cerca de 15 mil pedaços e distribuir cerca de 50 mil pães benzidos. Segundo a tradição, um pedaço desse pão deve ser colocar dentro de um pote de arroz para garantir a fartura.
Já no bolo de Santo Antônio, serão espalhadas no recheio 4 mil medalhas do santo. Segundo a tradição, quem encontrar uma medalha consegue rapidamente se casar. O bolo é recheado com doce de leite. A massa é de pão de ló, molhado com calda de açúcar, canela e cravo, e cobertura de glacê. Só para a calda, foram preparados 200 litros.
Para esse ano, a decoração está prevista para ser feita com granulado colorido e pó de ouro para dar brilho. “Todo ano fazemos um enfeite diferente. Estamos testando o material para ver como vai ficar”, disse Lúcia Helena.
Para amanhã, dia oficial da festa, que também contará com venda de pastel, trabalharão mais de 150 voluntários. São esperadas cerca de 20 mil pessoas para o evento tradicional. No ano passado, o bolo acabou por volta das 15h.
Devota do santo, a aposentada Maria Aparecida Zauli, de 74 anos, faz questão de ajudar nos preparativos todo o ano. Maria passou a fazer parte do grupo de voluntários, após receber um milagre do santo.
Segundo ela, quando o filho tinha 3 anos, fez um voto ao padroeiro. O menino tinha bronquite e, na época, no dia do santo, ela estava com a criança enferma em casa e decidiu fazer o pedido de libertação da enfermidade. “Prometi que onde estivesse, no dia 13 de junho, iria à igreja rezar. Meu filho sarou e nunca precisou de remédios. Cumpro meu voto e desde 2001 passei a ajudar na preparação do bolo”, contou Maria, que há cinco anos passou a levar a filha, Nara Regina, de 55 anos.
O idealizador da tradição do bolo é o padre Antonino Fernandez, que mora há 45 anos na paróquia e neste ano completa 100 anos. Ele iniciou o movimento do bolo de Santo Antônio ainda na década de 1990. Com apenas 13 metros de comprimento — uma referência ao dia do padroeiro —, o primeiro bolo acabou em instantes, segundo ele. Por isso, o tamanho do doce é ampliado a cada ano.
Segundo o padre, o bolo ajuda a ampliar a fé e a espiritualidade das pessoas, servindo como um convite a conhecer a igreja e as missas efetuadas nela. A igreja pode abrigar cerca de 750 pessoas por missa.

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Alenita Ramirez