Publicado 12/06/2019 - 08h22 - Atualizado 12/06/2019 - 16h33

Por Da Agência Anhanguera

Taxa de mortes por suicídio triplica na cidade desde 1990

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Taxa de mortes por suicídio triplica na cidade desde 1990

As taxas de morte por suicídio triplicaram em Campinas entre os anos de 1990 e 2017. É o que aponta um estudo inédito realizado pelo Centro Colaborador em Análise de Situação de Saúde (CCAS) e pela Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp. O levantamento, divulgado nesta terça-feira (11), mostra que em menos de trinta anos, o número de pessoas que tiraram a própria vida na cidade subiu de 1,7 para 5,6 pessoas para cada 100 mil habitantes. 
A Região Leste — área onde se encontra o bairro do Taquaral — é a que detém a menor taxa de tentativas de suicídio, enquanto a Região Noroeste, onde fica o distrito do Campo Grande, tem a maior taxa de tentativa de homicídios. O enforcamento foi o meio mais utilizado nos suicídios que ocorreram em Campinas entre 2010 e 2017, com 58,9%. Envenenamento (12,8%), tiro com arma de fogo (10%) e precipitação de lugar elevado (8,9%) completaram a lista das meios mais utilizados.
Segundo o estudo, os percentuais de suicídio por enforcamento e pelo uso de arma de fogo são mais elevados nos homens do que nas mulheres, enquanto que os percentuais por uso de autointoxicação/envenenamento e de precipitação de lugar elevado são maiores nas mulheres. O boletim aponta ainda que a taxa de suicídio dos homens é 4,4 vezes superior à das mulheres e que as taxas masculinas aumentam com a idade até a faixa de 40 a 59 anos, sofrendo uma pequena queda na faixa etária dos 60 anos em diante. Já entre as mulheres, as taxas de suicídio aumentam com a idade, apresentando os maiores valores entre as idosas.
Sofrimento psíquico
Além de dados sobre mortes por suicídio, o estudo traz também informações sobre tentativas de suicídio e sobre a prevalência de alguns indicadores de sofrimento psíquico. Os dados revelam que de 2015 a 2017 foram notificadas 868 tentativas de suicídio de moradores do município. A maior taxa de tentativas ocorreu nos adolescentes de 15 a 19 anos, nos quais atingiu 59,9 por 100 mil habitantes. As taxas de tentativas de suicídio são ainda mais elevadas nas mulheres em todas as faixas etárias, sendo as maiores diferenças entre os sexos observadas nas idades abaixo de 20 anos.

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