Publicado 11/06/2019 - 07h16 - Atualizado 11/06/2019 - 07h16

Por Da Agência Anhanguera

Os motoristas garantiram a manutenção dos R$ 400,00 que as empresas queriam retirar e o valor foi incorporado como benefício de vale-refeição

Denny Cesare/AAN

Os motoristas garantiram a manutenção dos R$ 400,00 que as empresas queriam retirar e o valor foi incorporado como benefício de vale-refeição

O racha político no Sindicato dos Rodoviários de Campinas, que envolve um grupo de opositores ao atual mandato da entidade, ameaçava provocar hoje nova paralisação de 53 linhas do transporte coletivo de Campinas. Porém, no início da noite de ontem, Izael Soares de Almeida, vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, confirmou o cancelamento da greve que poderia prejudicar 132 mil passageiros das regiões do Ouro Verde, Vila União, Corredor Amoreiras, Campo Belo e Aeroporto de Viracopos.
A paralisação a partir da zero hora de hoje na Área Azul Clara, operada pela empresa VB1, foi declarada na semana passada por Izael, que além de vice-presidente do Sindicato, é representante dos motoristas opositores ao atual presidente da entidade. Antes mesmo da confirmação de Izael, motoristas da VB1 que cruzaram os braços na sexta-feira e no sábado passado já não confirmavam a manutenção do movimento.
Questões jurídicas inviabilizararam a continuidade da paralisação, porque os representantes legais dos motoristas, o Sindicato dos Rodoviários de Campinas, é contrário ao movimento e alertou que não há respaldo jurídico para a continuidade deste movimento. Jeremias Nunes dos Santos, secretário-geral da entidade, informou que uma paralisação tem que ser aprovada em assembleia da categoria e ser declarada 72 horas antes por meio de edital.
Segundo Santos, a paralisação de um grupo de 50 motoristas na semana passada não poderia se repetir hoje porque foi assinado um acordo com a classe patronal depois de decisão da maioria em assembleia dos motoristas. “O acordo foi cumprido e representa a vontade da maioria, definida em Assembleia Geral no dia 5 passado”, destacou.
Santos repudiou também a atitude desse grupo de motoristas que não respeitam a decisão de Assembleia. “Além do reajuste, os motoristas continuam com os benefícios e ainda garantiram a manutenção dos R$ 400,00 que as empresas queriam retirar. Este valor foi incorporado como benefício de vale-refeição”, explicou Santos.
Prefeitura e Empresas
O prefeito Jonas Donizette (PSB) informou ontem, em coletiva, de imprensa que o secretário municipal de Relações Institucionais, Wanderley de Almeida, participou de reunião com representantes dos motoristas e que o movimento não poderia ocorrer porque juridicamente não tem respaldo e que houve ganhos para os motoristas.
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros da Região Metropolitana de Campinas (SetCamp) lamentou que a postura de um grupo de motoristas que defende mudança política no Sindicato dos Rodoviários de Campinas prejudique a população da cidade.
O SetCamp informou, em nota, que o crédito de R$ 400,00 foi depositado ontem no vale-refeição dos motoristas de forma antecipada, pois estava previsto para o dia 15. A nota explica, ainda, que os salários foram pagos também na semana passada com 5% de reajuste, conforme estabelecido no acordo firmado entre as concessionárias e o Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região.
SAIBA MAIS
A empresa VB1 é responsável pela operação de 53 linhas do sistema de transporte público coletivo de Campinas.
Por dia útil, essas linhas transportam em torno de 131,6 mil passageiros (passagens pela catraca).

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