Publicado 09/06/2019 - 14h06 - Atualizado 09/06/2019 - 14h06

Por Francisco Lima Neto

Romantismo no bolso: valor médio do presente deve ficar em R$ 116

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Romantismo no bolso: valor médio do presente deve ficar em R$ 116

Se depender da Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic), o Dia dos Namorados de 2019 deve ser um pouquinho mais romântico que o de 2018. A entidade espera um crescimento de 2,12% no faturamento de Campinas, que deve atingir R$ 178,5 milhões. Em toda a a Região Metropolitana (RMC), o crescimento deve ser de 2,10% e o faturamento, de R$ 376,2 milhões.
Essa expectativa positiva se deve à leve melhoria nos indicadores de confiança da economia, conforme avaliação feita pelo Departamento de Economia da Acic, que também apontou para um aumento no valor médio dos presentes, que avançou 4,5%, para R$ 116.
Os itens mais procurados devem ser os comuns para a época: perfumes, jóias e bijuterias, flores e celulares. Também deve haver um aumento no faturamento dos restaurantes com os jantares românticos, lembra o economista da ACIC, Laerte Martins.
Também segundo ele, é esperada uma expansão nas vendas do e-commerce, que podem atingir este ano o equivalente a 8,5% das vendas físicas.
A presidente da Acic, Adriana Flosi, destaca a importância da data para o comércio e enfatiza a necessidade dos empresários criarem estratégias específicas. “Um estudo do Google avaliou que, este ano, 62% dos internautas estão em algum tipo de relacionamento, e desses, 87% estão namorando ou casados. E mais da metade do total pretende presentear seu parceiro ou parceira na data, sendo que 34% pretendem comprar o presente pela internet”, detalha.
Ainda de acordo com o estudo, entre os casados, o frete grátis e o prazo de entrega são os diferenciais mais importantes. Já para os namorados, parcelamento e facilidade de troca são os serviços que fazem a diferença.
“Conhecer o comportamento do consumidor é um diferencial imprescindível para o comerciante proporcionar uma jornada de compra personalizada, o que contribui para impulsionar as vendas”, analisa a presidente da instituição.
A data deve gerar em Campinas 819 vagas temporárias nos shoppings e 196 no comércio central, números pouco maiores que os registrados no ano passado. Na RMC, devem ser 1.825 postos temporários nos shoppings e 510 nas lojas das regiões centrais das cidades, também com pequena variação positiva sobre o ano anterior.
Afeto é ótimo, mas não vale rombo
Os casais apaixonados precisam ficar atentos para não exagerar nas demonstrações de afeto e acabarem atolados em dívidas - que não vão pesar menos no bolso mesmo se tiverem sido feitas para presentar alguém especial.
“O consumidor pode adquirir algo que o parceiro deseja mesmo que tenha que financiar o presente. O importante é que ele tenha a certeza de que terá recursos para pagar as parcelas”, segundo a Boa Vista SCPC.
E quem não quiser abusar na compra do presente deve estipular um teto para os gastos, de acordo com seu orçamento, e tratar de não ultrapassá-lo.
Deixar a compra para a última hora também não é uma boa ideia. “Quando o Dia dos Namorados se aproxima, o movimento no comércio aumenta, as lojas estarão mais cheias e o consumidor poderá não ter paciência ou tempo para fazer uma pesquisa de preços ou até mesmo procurar outras opções de produtos. O resultado é que ele pode acabar gastando mais do que deveria”, destaca a Boa Vista.
Outro ponto é conhecer o gosto do presenteado, especialmente se o relacionamento for novo. “Se o consumidor ainda não conhece bem a pessoa amada, deve considerar a possibilidade de um vale-presente, o que abre a possibilidade de o próprio namorado ou namorada escolher o que quer”.
Outra dica é pesquisar na internet os preços e condições. “Dinheiro aplicado não deve ser retirado para a compra de presentes, exceto nos casos em que o consumidor já tenha se programado e poupado justamente para esse fim”.
À vista ou parcelado?
A decisão de pagar à vista ou parcelado depende de se o consumidor se organizou ou não para comprar o presente. Se não foi planejada, parcelar (se os valores couberem no orçamento mensal) é sempre uma opção a ser considerada.
Já quem guardou dinheiro para a compra deve solicitar à loja desconto para pagamento à vista. Se não conseguir, o melhor a fazer é comprar parcelado, guardar o dinheiro numa caderneta de poupança, por exemplo, e ir retirando todo mês o valor da parcela. Assim, no final, com certeza o consumidor terá alguma sobra.

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Francisco Lima Neto