Publicado 12/06/2019 - 01h00 - Atualizado 11/06/2019 - 18h48

Por Carlo Carcani Filho


A Ponte Preta vive uma excelente fase na Série B e vai trabalhar durante a parada da Copa América com a confiança de quem vem mostrando, rodada a rodada, que tem potencial para brigar pelo acesso à Série A.
O mérito pela boa largada deve ser dividido entre comissão técnica, elenco e diretoria. Todos precisam trabalhar bem para que os resultados apareçam em campo.
Individualmente, porém, não há como notar a melhora da produção ofensiva após a estreia do atacante Roger.
O experiente “prata da casa” estreou na quinta rodada, no jogo contra o Paraná, no Moisés Lucarelli. Até então, após quatro apresentações, a Macaca tinha média de 0,5 gol por jogo. Muito pouco. O Boa, pior time da Série B em 2018, foi rebaixado com média de 0,68.
A partir do momento que passou a contar com Roger, o ataque da Ponte Preta se transformou. Em quatro partidas, marcou dez vezes. A média nesse período saltou para 2,5 gols por jogo. O Fortaleza, campeão do ano passado, subiu com média de 1,4 gol por partida.
É evidente que ninguém espera que a Ponte mantenha esse aproveitamento em um campeonato tão longo, mas é notório que, com Roger, o setor ofensivo ganhou muita qualidade.
Dos dez gols, Roger participou diretamente apenas de dois. Marcou na estreia contra o Paraná e fez uma bela assistência para Marquinhos na segunda-feira. Com atuação convincente, a Macaca fez 3 a 1 no Londrina, fora de casa. O adversário estava invicto em seu estádio.
Roger contribui de outras formas. Experiente, se posiciona muito bem. Atacante de boa qualidade técnica, dá sequência aos contra-ataques com passes inteligentes e verticais.
A Ponte Preta conquistou 10 de seus 15 pontos com Roger em campo. Passou a jogar melhor, saiu do meio tabela e assumiu o status de candidata ao acesso.
O campeonato é longo e muita coisa pode mudar após a parada da Copa América. Muitos clubes devem se reforçar e os treinadores terão algumas semanas para ajustar suas equipes. O campeonato pode recomeçar diferente, mas a Ponte vai atravessar esse período trabalhando motivada pelo bom futebol que apresentou nas últimas semanas.
O maior desafio do técnico Jorginho durante a Copa América será manter o ritmo da equipe. Se for capaz de voltar em julho com o mesmo nível de atuações, a Ponte terá uma grande chance de subir ainda mais na tabela, já que terá dois jogos seguidos no Majestoso, contra Oeste e Atlético-GO. Com o bom trabalho de Jorginho, a regularidade da equipe em Campinas e o fator Roger, não será difícil conquistar mais seis pontos.

Escrito por:

Carlo Carcani Filho