Publicado 11/06/2019 - 01h00 - Atualizado 10/06/2019 - 21h18

Por Carlo Carcani Filho


O Guarani faz hoje a sua última apresentação antes da parada para a Copa América. A partida contra o Coritiba tem algumas atrações para a torcida, como a estreia de Armero em Campinas e a primeira oportunidade do garoto Davó como titular no Brinco de Ouro. Nada disso, porém, chama mais a atenção do que a inusitada situação do técnico Vinícius Eutrópio.
É muito comum no futebol brasileiro vermos um treinador ameaçado de perder o emprego em caso de mais um resultado negativo. Mas a situação do treinador bugrino é incrível até mesmo para o padrão brasileiro de gestão.
Antes mesmo do início da Série B a diretoria pensava na possibilidade de uma troca de comando na parada da Copa América se a largada não fosse aceitável.
Só pensa assim quem já espera maus resultados. E, pelo retrospecto de Eutrópio, essa era a expectativa não apenas de parte da diretoria, como da própria torcida, insatisfeita com a escolha desde o início.
Depois de um mês de preparação, a bola começou a rolar e o Guarani, como esperado, largou mal. Em sete jogos, ganhou um. Não por coincidência, só foi capaz de bater o lanterna Vitória.
Os resultados pífios — penúltimo colocado, dono do pior ataque e sem pontuar há três rodadas — deixaram a diretoria em estado de alerta. Já faz alguns dias que o clube procura um novo treinador. A diretoria sonha com Gilson Kleina, cogita Argel e Roberto Fonseca e também olha para Adílson Batista.
O estranho é ver toda essa atividade em busca de um treinador ainda com Eutrópio à frente do time. Todos esperavam a mudança após a derrota em casa para o Brasil, adversário que até então ainda não havia pontuado como visitante.
Depois o time perdeu para o Atlético-GO, caiu para a 19ª colocação e se viu em uma situação preocupante.
Mas o Guarani voltou de Goiânia com o treinador no cargo. E é sob o comando de Vinícius Eutrópio que enfrentará o Coritiba. Em caso de derrota ou empate (resultados que deixarão o time na incômoda zona de rebaixamento até o recomeço do campeonato, em meados de julho), a iminente queda será fácil de explicar.
Mas e se o time tiver a capacidade de tirar proveito da má fase de um candidato ao acesso que vem a Campinas com sete desfalques? E se o time jogar bem e conquistar uma convicente vitória sobre o Coritiba, com direito a dancinha de Armero, gol de Davó e aplausos da torcida? O que fará o Guarani com sua lista de treinadores? O que fará o Guarani com Eutrópio? As atrações da partida de hoje vão além dos 90 minutos.

Escrito por:

Carlo Carcani Filho