Publicado 13/05/2019 - 22h23 - Atualizado 13/05/2019 - 22h37

Por France Press

A investigação envolvendo Flávio Bolsonaro (à esquerda) e Queiroz foi deflagrada após o Coaf detectar movimentação bancária de 1,2 milhão de reais em 2016 na conta de Queiroz

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A investigação envolvendo Flávio Bolsonaro (à esquerda) e Queiroz foi deflagrada após o Coaf detectar movimentação bancária de 1,2 milhão de reais em 2016 na conta de Queiroz

A justiça brasileira suspendeu o sigilo bancário e fiscal do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, diante da suspeita de movimentos financeiros ilícitos.
A decisão judicial, que data de 24 de abril, foi revelada nesta segunda-feira (13) pelo jornal O Globo, e também quebra os sigilos fiscais e bancários do motorista Fabrício Queiroz, de sua esposa, da mulher de Flávio Bolsonaro, de uma empresa do casal e de mais de 80 ex-funcionários do gabinete do político na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
No caso de Flávio Bolsonaro, a medida compreende o período entre 2007 e 2018, quando era deputado no Rio de Janeiro.
"O meu sigilo bancário já havia sido quebrado ilegalmente pelo MP/RJ, sem autorização judicial. Tanto é que informações detalhadas e sigilosas de minha conta bancária, com identificação de beneficiários de pagamentos, valores e até horas e minutos de depósitos, já foram expostas em rede nacional após o Chefe do MP/RJ, pessoalmente, vazar tais dados sigilosos. Somente agora, em maio de 2019 - quase um ano e meio depois - tentam uma manobra para esquentar informações ilícitas, que já possuem há vários meses", rebateu Flávio Bolsonaro.
"A verdade prevalecerá, pois nada fiz de errado e não conseguirão me usar para atingir o governo de Jair Bolsonaro".
Entre os ex-funcionários incluídos na quebra de sigilo se encontram a mãe e a irmã de Adriano Magalhães da Nobrega, apontado pelo MP/RJ com figura importante de um grupo de milicianos suspeito de participar do assassinato da vereadora Marielle Franco, em 2018.
A investigação envolvendo Flávio Bolsonaro e Queiroz, seu ex-assessor na Assembleia Legislativa, foi deflagrada após o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detectar movimentação bancária de 1,2 milhão de reais em 2016 na conta de Queiroz.

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