Publicado 03/05/2019 - 18h43 - Atualizado 03/05/2019 - 18h43

Por Estadão Conteúdo

O presidente Jair Bolsonaro e o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, durante solenidade de entrega da medalha da Ordem de Rio Branco, no Palácio Itamaraty

Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro e o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, durante solenidade de entrega da medalha da Ordem de Rio Branco, no Palácio Itamaraty

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira, 3, que a única forma de o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ser tirado do cargo é com o enfraquecimento do Exército daquele país.
Ele voltou a defender uma solução "de forma pacífica" para o país vizinho. "Se não tiver como, com um hipotético conflito, aí cada país decide se vai para as últimas consequências ou não", declarou.
No evento, destinado à formatura de diplomatas, Bolsonaro também afirmou que, quando a diplomacia falha, as Forças Armadas entram em campo. Ele negou que estivesse falando da Venezuela. "Quando acaba a saliva, entra a pólvora. Não queremos isso", declarou.
O presidente brasileiro disse que o País não enviou nenhum emissário à Venezuela para tratar da crise e que não tem nada para conversar com Maduro. Ele voltou a falar que, neste momento, sua maior preocupação é com a Argentina por causa da eleição no país e que a ação do Brasil nesse sentido se dará no limite das atribuições do Itamaraty.
Bolsonaro afirmou, ainda, que o Itamaraty será "essencial" para o sucesso do projeto de seu governo. Ao se dirigir aos formandos, afirmou que eles não podem permitir que o Brasil "seja definido lá fora com base em interesses alheios" e devem "dar voz ao nosso povo e defender nossos valores".
"Trabalhem por um Brasil aberto aos grandes fluxos econômicos, Brasil capaz de se conectar ao grandes centro tecnológicos, de atrair investimentos, se de abrir ao mercado, defender democracia", afirmou.
O risco Buenos Aires
Na cerimônia de formatura o presidente voltou a manifestar "preocupação" com a eventual eleição de Cristina Kirchner na votação presidencial deste ano na Argentina. Ele comparou a vitória da ex-presidente à crise na Venezuela. Pesquisas mostram que ela ganharia do atual presidente, Mauricio Macri, se o pleito fosse hoje.
Na quinta-feira (02), Bolsonaro falou sobre o assunto em transmissão ao vivo no Facebook. "Ninguém aqui vai se envolver com questões de fora do nosso país. Mas, como cidadão, tenho a preocupação de que volte o governo anterior ao do [Mauricio] Macri", disse o presidente.

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