Publicado 03/05/2019 - 17h27 - Atualizado 03/05/2019 - 17h29

Por Estadão Conteudo

Acusado de abuso sexual de mais de 500 mulheres, João de Deus ficou no presídio entre dezembro de 2018 e março deste ano

Agência Brasil

Acusado de abuso sexual de mais de 500 mulheres, João de Deus ficou no presídio entre dezembro de 2018 e março deste ano

 Internado desde março no Instituto de Neurologia de Goiânia, o médium João de Deus teve prorrogada por mais 30 dias a sua permanência no hospital pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça Nefi Cordeiro. Em decisão de quinta, 2, o ministro considerou laudo médico que indica que o médium ainda "não possui condições clínicas de receber alta hospitalar".
As informações foram divulgadas no site do STJ. Acusado de abuso sexual de mais de 500 mulheres, João de Deus ficou no presídio entre dezembro de 2018 e março deste ano, quando o próprio ministro Nefi autorizou a transferência para o hospital.
Em abril, "por causa da piora do estado de saúde do médium", o ministro já havia autorizado a prorrogação do prazo de internação por dez dias.
Como na primeira decisão, Nefi determinou que, durante o novo prazo de internação, "os médicos informem sobre o estado clínico do paciente e a previsão de alta".
Pagamentos
Na mesma decisão, o ministro negou um pedido do hospital neurológico para que fosse determinado ao médium ou aos responsáveis pela administração de seu patrimônio o pagamento dos valores referentes à internação que não sejam cobertos pelo plano de saúde.
Segundo Nefi Cordeiro, "a questão relativa aos pagamentos deve ser resolvida entre o instituto e o paciente, não sendo o habeas corpus o meio adequado para a solução desse tipo de litígio".
O ministro destacou que "cabe ao hospital informar sobre a impossibilidade de manter o paciente em razão das pendências financeiras".

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