Publicado 16/05/2019 - 14h16 - Atualizado 16/05/2019 - 14h17

Por Da Agência Anhanguera

Oitenta e oito artistas de Campinas e região participam da ocupação 'Equinócio: ó - aqui - o -nosso', que termina amanhã no Cândido Ferreira

Divulgação

Oitenta e oito artistas de Campinas e região participam da ocupação 'Equinócio: ó - aqui - o -nosso', que termina amanhã no Cândido Ferreira

O Prédio Histórico do Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira abriga, até amanhã, uma ocupação artística, que conta com a participação de 88 artistas de Campinas e região. O prédio, localizado na Rua Helena Fabrini, em Sousas, foi inaugurado em 1924. A ocupação, denominada Equinócio: ó – aqui - o – nosso, teve início dia 4 de maio e segue até amanhã, como parte das ações do mês da Luta Antimanicomial, realizado pelo Museu Vivo Cândido Ferreira em parceria com Cecília Stelini, artista visual e performer, coordenadora do AT/AL/609- lugar de investigações artísticas, espaço de arte localizado em Campinas.
Hoje, a partir das 15h, será realizada uma roda de conversa com os artistas participantes da ocupação, e apresentação do grupo Música Viva com o músico João Hilton.
Cecília Stelini explica no que se baseou a organização do evento. “Os artistas convidados, após visitarem o local, selecionaram um espaço ou elemento a partir do qual construiram suas obras levando em conta também o conceito, a história e a memória do lugar, ou seja, todos os trabalhos são em “site specific”. Para esta ocasião escolhemos as dependências do antigo Hospital Cândido Ferreira, Instituição que até 2016, funcionou como local de tratamento e internação de portadores de doenças mentais, e que nesse mesmo ano foi descredenciado como hospital psiquiátrico, abrindo-se para uma nova forma de cuidar e explorando mais os espaços para eventos culturais.”, afirma a curadora.
A ocupação reúne artistas de Campinas, Hortolândia, Rio Claro, Limeira, Santa Gertrudes, Limeira, Valinhos, Piracicaba, Itú e Curitiba (PR), e dois artistas convidados residentes no Canadá. Estão sendo apresentados trabalhos em diversas linguagens, como instalação, fotografia, vídeo, intervenção, pintura, desenho, escultura, performance. A ocupação conta ainda com a participação de grupos musicais e alguns usuários e trabalhadores do Museu Vivo Cândido Ferreira.
Paulo Cheida participa de mostra coletiva na França
O artista plástico campineiro Paulo Cheida Sans participa da 7º Fête de L'Estampe, que ocorre de hoje a 26 de maio, expondo suas gravuras com mais 140 artistas de vários países no Espace Cuturel Municipal Saint – Rémi, em Bordeaux, na França. O evento é uma homenagem à Arte da Gravura e é realizado em Centros Culturais de várias cidades da França e Europa. Paulo Cheida iniciou a sua carreira ainda menino, em meados da década de 60 no Conservatório Carlos Gomes, tendo participado de cerca de 500 mostras no Brasil e exterior.
Recebeu 41 prêmios em Salões de Artes, sendo três no exterior (Portugal, Estados Unidos e França). Suas obras estão inseridas em importantes acervos de vários países. O artista expôs pela primeira vez na França na mostra Images / Messages D'Amérique Latine, realizada no Centro Municipal de Paris em 1978. Para Paulo Cheida é um momento significativo para a valorização da gravura como “uma fonte de possibilidades artísticas imprescindível para a formação do artista visual”.
AGENDE-SE
O quê: Ocupação artística Equinócio: ó – aqui - o – nosso
Quando: Até amanhã (17/5), das 11h às 18h
Onde: Prédio Histórico do Cândido Ferreira (Rua Helena Fabrini, Sousas)
Quanto: Entrada franca (Para agendamento de grupos e visitas monitoradas é necessário o agendamento através do e-mail candido.escola@candido.org.br)

Escrito por:

Da Agência Anhanguera