Publicado 14/05/2019 - 12h24 - Atualizado 14/05/2019 - 12h24

Por Estadão Conteudo

Doris Day fez sucesso nas décadas de 50 e 60, em dramas e comédias

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Doris Day fez sucesso nas décadas de 50 e 60, em dramas e comédias

A atriz norte-americana Doris Day, conhecida sobretudo por sua atuação em filmes de comédia romântica, morreu nesta segunda-feira, dia 13, vítima de pneumonia, aos 97 anos. O anúncio foi feito pela Doris Day Animal Foundation.
A atriz morreu em sua casa em Carmel Valley, na Califórnia (EUA). A fundação diz em um comunicado enviado por e-mail que ela estava rodeada de amigos íntimos e "estava em excelente estado de saúde física para sua idade, até recentemente contrair um caso grave de pneumonia". Doris Day era conhecida como cantora e atriz em melodramas, musicais e comédias inocentes que fizeram dela uma grande estrela nos anos 50 e 60. Seu trabalho a colocou entre as atrizes de cinema mais populares da história.
No clássico O Homem que Sabia Demais, por exemplo, dirigido por Alfred Hitchcock em 1956, uma canção executada por Doris é essencial para o enlace da trama de espionagem e logo se tornou um dos hits da atriz: Que Será, Será.
A voz cadenciada, a beleza loura e o sorriso brilhante lhe trouxeram uma série de sucessos, primeiro em discos, depois em Hollywood. Doris Day celebrou seu 97º aniversário no dia 3 de abril.
Nos últimos anos, a atriz gastou muito do seu tempo defendendo o direito dos animais. Embora estivesse praticamente aposentada do show business desde os anos 1980, ela ainda tinha um grande número de fãs.
Doris Day nasceu no mesmo dia e mês que Marlon Brando, 3 de abril. Ele ficou famoso como o grande transgressor da arte da representação nos EUA. Criou papeis memoráveis, ganhou duas vezes o Oscar - por Sindicato de Ladrões, em 1954, e por O Poderoso Chefão, o primeiro, em 1972.
Doris seria o oposto. Numa série de comédias que fez história - com Rock Hudson - era chamada de eterna virgem. O mundo estava mudando, a liberação dos costumes era a realidade dos anos 1960, e Doris continuava como imagem do recato nas telas.
Longe delas, casou-se umas quantas vezes e um dos maridos roubou sua fortuna. Apoiou o amigo Hudson quando ele saiu do armário e provocou um choque ao anunciar que estava morrendo - de complicações decorrentes da aids.
No cinema, fez diversos papeis secundários antes de estourar como protagonista - a pistoleira Calamity Jane - em Ardida como Pimenta, de 1953. Seguiram-se grandes papeis dramáticos em Ama-me ou Esquece-me, em 1956, e O Homem Que Sabia Demais. Doris Day recebeu um Oscar e um Globo de Ouro especiais.

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