Publicado 12/05/2019 - 19h40 - Atualizado 12/05/2019 - 19h40

Por Da TV Press

Em 5 anos de TV, atriz soma sete trabalhos

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Em 5 anos de TV, atriz soma sete trabalhos

Julia Dalavia sempre leva em conta o potencial social de suas personagens. Ao ler os primeiros capítulos de Órfãos da Terra, a atriz logo viu que a doce e corajosa Laila poderia ser muito mais que apenas um papel étnico. Refugiada e defensora de ideias feministas em uma cultura onde as mulheres não têm voz, Laila representa para Julia um olhar contemporâneo sobre as mulheres do Oriente Médio. “É uma personagem que questiona. Ela não aceita o casamento forçado, a subjugação e a falta de opinião. Mesmo no Brasil, ela terá de lutar muito para se firmar. Vejo a Laila como uma grande heroína. Em um momento onde o feminismo é tão falado e necessário, ela chega com um propósito e não vive apenas em função do amor e do casamento”, defende a atriz, empolgada com sua primeira protagonista.
Natural da cidade do Rio de Janeiro, Julia passou boa parte de sua infância e pré-adolescência fazendo testes para a tevê. Diante de inúmeras respostas negativas, ela já estava pensando em abandonar os planos de atuar quando conseguiu o papel de Helena na primeira fase de Em Família, de 2014. Em seguida, viveu a jovem Alê de Boogie Oogie e foi chamada novamente para a primeira fase de uma trama das nove, no caso, a poética Velho Chico, de 2016. Em uma atuação elogiada na pele da jovem Maria Teresa, Julia acabou sendo escalada para viver uma prostituta na série Justiça.
O trabalho carregado de cenas de alto teor erótico e dramas familiares catapultou Julia para a supersérie Os Dias Eram Assim, em que teve de emagrecer oito quilos para viver uma jovem que acaba se contaminando no princípio da epidemia de HIV. Ao analisar a carreira, a atriz de 21 anos acredita que todos os papéis foram uma espécie de ensaio para os dilemas e nuances da mocinha da atual novela das seis. “Tenho feito personagens muito densas. A Laila também tem uma história pesada, mas a mensagem dela é de esperança. O trabalho é enorme, mas sinto que fui me preparando para todas as complexidades da novela ao longo dos últimos anos.”
Antes de Órfãos da Terra, a única conexão de Julia Dalavia com a cultura árabe era pela gastronomia. “Eu já era apaixonada pelas comidas típicas. No processo de preparação, acabei aprendendo a fazer alguns pratos, conhecendo os temperos. É uma riqueza de ingredientes enorme e que diz muito sobre a mistura que é esse universo”, explica.
Além da culinária, a atriz fez um mergulho profundo nos costumes, figurinos e, especialmente, nos conflitos sociais do Oriente Médio. “Não dá para querer entender a região sem estudar a guerra. Até para que despertasse no elenco a urgência que é abordar a questão dos refugiados. É um grande aprendizado que levo para a vida”, emociona-se.
Julia Dalavia fica ansiosa para saber quais as mudanças visuais que uma nova personagem pode propor. Mesmo com pouco mais de cinco anos de carreira, a variedade de convites e projetos fez a atriz mudar bastante ao longo dos últimos anos. “A única vez que usei meu cabelo mesmo foi em Em Família, minha primeira novela. Após isso, comecei a variar os 'looks', coloquei mega, pintei de louro, cortei joãozinho. O bom dessas mudanças é que já entro na energia do papel”, avalia.
Recentemente, em O Outro Lado do Paraíso, Julia e a equipe de caracterização da novela optaram por um corte bem curto e sóbrio. Agora, além de ter deixado os fios crescerem, ela teve de se render ao “megahair” para viver a destemida Laila de Órfãos da Terra. “Eu adorei esse visual mais natural e rústico. Acho que combinou muito com a força da personagem”, garante.

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