Publicado 08/05/2019 - 12h30 - Atualizado 08/05/2019 - 12h30

Por Da Agência Anhanguera

'Eraserhead' é o filme de estreia do diretor David Lynch e trata da luta pela sobrevivência

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'Eraserhead' é o filme de estreia do diretor David Lynch e trata da luta pela sobrevivência

Palestras, aulas abertas, mostra de filmes, cursos e rodas de leitura dialogam sobre a atualização do cinema e literatura e integram a programação do evento Kafkianas, leituras contemporâneas da obra do escritor tcheco Franz Kafka no cinema, teatro e na dança. No cinema, a mostra Filmar Kafka traz adaptações com diferentes técnicas, estilos e interpretações da obra literária de Franz Kafka com filmes raros e inéditos em curtas e longas metragens.
Escritor da língua alemã, nascido em Praga, capital da República Tcheca, Kafka é um dos autores estrangeiros mais conhecidos no Brasil. Assinou nas primeiras décadas do século passado romances, contos, diários e cartas que inspiram, até hoje, literatos, cineastas e artistas - consequência da escrita revolucionária e simbólica que beira as obras do homem que viveu em metamorfose. Franz Kafka (1883-1924) se apresenta no Sesc Campinas.
A partir de hoje, o Sesc começa o Kafkianas, com atividades que abordam a atualidade e influência de Kafka na literatura, teatro, cinema e dança. Exibição de filmes, rodas literárias com participação de atores campineiros, oficinas relâmpago de escrita e palestras compõem a programação, que aborda a atualidade e influência de Kafka em manifestações de diferentes linguagens artísticas.
Na mostra Filmar Kafka, serão exibidos treze longas e nove curtas-metragens que apresentam um recorte da pluralidade das leituras das obras do autor tcheco em títulos cinematográficos. “A obra de Franz Kafka parece ser extremamente contemporânea. Poucos autores literários atravessaram o século 20 e continuam tão atuais como esse escritor tcheco. Seu legado se tornou uma fonte inesgotável de reflexão e inspiração para artistas e cineastas. Dezenas de filmes foram realizados em diálogo com seus textos. O ciclo Filmar Kafka apresenta uma parcela heterogênea de interação às artes. Algumas obras se inserem naquilo que denominamos como sensibilidade kafkiana, outras são adaptações das histórias propriamente ditas. Foram selecionados desde filmes destinados ao público cinéfilo, quanto para amantes da literatura de Franz Kafka”, afirma Lucas Murari, professor e pesquisador de cinema e curador do ciclo.
As atividades de literatura também se debruçam sobre a atualidade da contribuição de estilo, gênero textual e os temas essenciais manifestos em Kafka. “O formato das abordagens nas atividades é o mais diverso possível, com atividades de leitura coletiva, ateliês de escrita e encontros de análise com especialistas distribuídos pelo mês. Juntas, complementando o ciclo de cinema e trazendo referências do teatro e da dança, perfazem um convite a adentrar o universo chamado de “kafkiano”, em que a ficção enfatizada e descrita claramente em seus detalhes e repetições, aborda a vida banal e assim nos remete quase que obrigatoriamente à referência realista sobre as nossas relações em sociedade”, aponta o técnico do Sesc responsável pela programação, Cássio Quiterio.
Rodas de leitura e dança
Os atores Ricardo Puccetti (Lume Teatro), Alexandre Caetano (Boa Companhia) e Alice Possani (Matula Teatro), comandam rodas de leituras coletivas da obra de Kafka, falando sobre os contos que basearam montagens de espetáculos teatrais. Nos domingos, 12, 19 e 26/5, às 16h.
Na dança será apresentado o espetáculo Colônia Penal, da Cia. Agonizante, baseado na novela homônima de Franz Kafka e na ditadura militar brasileira. Montagem propõem que o insólito e o absurdo possam ser percebidos na situações diversas. Dia 29/5, às 20h.
AGENDE-SE
O quê: Mostra Filmar Kafka
Hoje (8/5), às 19h30: O Profeta da Fome (BRA, 1969), de Maurice Capovilla
14/5 (terça), às 19h: Um Médico Rural (Japão, 2007), de Koji Iamamura); e 19h30: Quem Foi Kafka (Suiça/França, 2006), Richard Dindo
15/5 (quarta), às 19h30: O Processo (França /Itália /Alemanha, 1962), de Orson Welles)
18/5 (sábado), às 15h: A Metamorfose (Rússia, 2002), de Valeri Fokin)
21/5 (terça), às 19h:  A Metamorfose do Sr. Samsa (Canadá/EUA, 1978), de Caroline Leaf; às 19h30Eraserhead (EUA, 1977), de David Lynch)
28/5 (terça), às 19h: Os Camaradas (Brasil/Alemanha, 1997), de Bruno de André; às 19h30Quem é Beta? (Brasil/França,1972), de Nelson Pereira dos Santos
1/6 (sábado), às 15h: Amerika (República Checa, 1994), de Vladimír Michálek
4/6 (sábado), às 19h30: Relações de Classe (Alemanha/França, 1984), de Jean-Marie Straub e Danièle Huillet
Onde: Teatro do Sesc (Rua D. José I, 270/333, Bonfim)
Quanto: Entrada franca (retirada de ingressos uma hora antes na ilha de atendimento)
Obs: A mostra prossegue até 2/7. A programação completa pode ser acessada no site: http://www.sescsp.org.br/campinas

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