Publicado 05/05/2019 - 10h12 - Atualizado 06/05/2019 - 15h56

Por France Press

Em 2 de maio de 1519 morria na França, Leonardo da Vinci, um dos homens mais brilhantes da história

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Em 2 de maio de 1519 morria na França, Leonardo da Vinci, um dos homens mais brilhantes da história

A cidade francesa de Amboise, no vale do rio Loire, na França, foi cenário, na última quinta-feira, das celebrações dos 500 anos da morte de Leonardo da Vinci, com uma cerimônia liderada pelos presidentes da França e da Itália.
O gênio florentino, que encarnou o Renascimento europeu, viveu os três últimos anos de sua vida em Amboise, como convidado do rei Francisco I. Nessa cidade francesa, ele morreu em 2 de maio de 1519.
O presidente da França, Emmanuel Macron, e seu colega italiano, Sergio Mattarella, deram início aos atos comemorativos. "A ligação entre nossos países e nossos cidadãos é indestrutível", disse Macron depois que os dois líderes almoçaram no Clos Lucé, a suntuosa mansão onde Da Vinci passou os últimos três anos de sua vida, como convidado do rei Francisco I.
Os dois chefes de Estado começaram a sua visita pelo palácio real de Amboise, onde colocaram coroas de flores no túmulo do mestre italiano. A comemoração conjunta acontece depois de meses de crescentes tensões diplomáticas entre Paris e Roma, após o apoio expresso do líder italiano aos protestos semanais dos chamados "coletes amarelos" na França.
Devido as suas inúmeras contribuições em praticamente todas as áreas do conhecimento humano, Leonardo da Vinci é apontado como um dos homens mais brilhantes da história. Apesar de ter o nome mais associado à pintura, Leonardo atuou em muitas disciplinas, com destaque em várias delas: medicina, filosofia, química, culinária, arquitetura e fotografia, entre outras.
Apesar das muitas áreas de interesse, seguia produzindo como pintor, criando obras como A Última Ceia e A Dama com Arminho. Entre 1508 e 1515, pintou o quadro mais controverso da história: La Gioconda, ou Mona Lisa, provavelmente o retrato mais famoso na história da arte, senão, o quadro mais famoso e valioso do mundo. Oficialmente tido como um retrato de Lisa Gherardini, a obra rendeu diversas teorias, entre as quais de que seria um autorretrato. Como engenheiro e inventor, da Vinci desenvolveu ideias altamente adiantadas para sua época, como o helicóptero, o automóvel, o tanque de guerra e o submarino.
Em França
O rei Francisco I, conhecido como "o Rei Sol do século 16", é considerado um dos responsáveis por levar o Renascimento à França. Seu antecessor, Luís XII, iniciou o processo convidando arquitetos e artesãos de Florença, Milão e Roma para a França.
Leonardo tinha 64 anos quando aceitou o convite do então jovem rei Francisco. Nessa fase de sua vida, o mestre florentino enfrentava a rivalidade das estrelas em ascensão Michelângelo e Rafael. Na medida em que os pedidos de serviço começaram a declinar, Leonardo não hesitou em aceitar o convite do rei francês, que o contratou por um esplêndido salário para ser o "primeiro pintor, engenheiro e arquiteto do rei".
Naquela época, Francisco I tinha apenas 23 anos e sua ambiciosa mãe, Luisa de Saboya, "sabia que Leonardo seria o homem que permitiria que seu filho prosperasse", declarou à AFP Catherine Simon Marion, diretora do Clos Lucé.
Leonardo levou para Clos Lucé três de suas pinturas favoritas, que agora são conhecidas como La Gioconda ou Mona Lisa, A Virgem, o Menino Jesus e Santa Ana e São João Batista, obras que estão atualmente no Museu do Louvre, em Paris.
Após o quinto centenário de sua morte, Itália e França chegaram a um acordo que fará com que o Louvre exiba, a partir de outubro, obras de Leonardo provenientes de museus italianos. 

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