Publicado 02/05/2019 - 14h53 - Atualizado 02/05/2019 - 14h53

Por Da Agência Anhanguera

Série de fotografias Arco-Íris de Pedra, feita em vários cemitérios, mostra closes e detalhes das estátuas

Arthur Blade/Divulgação

Série de fotografias Arco-Íris de Pedra, feita em vários cemitérios, mostra closes e detalhes das estátuas

O fotógrafo, artista plástico e professor de História da Arte, Arthur Blade reuniu todas as suas habilidades para criar a exposição Arco-Íris de Pedra, Pó e Palavras, em que trabalha com fotografias, desenhos e poesias. A mostra apresenta 132 obras em tamanho grande e abrange três meios de expressão, de acordo com o título de cada arco-íris.
Arco-Íris de Pedra, consiste em três séries de fotos de estátuas de vários cemitérios, entre eles o da Consolação, de São Paulo. As fotos, de closes e detalhes das estátuas, que depois foram trabalhadas em sua coloração, acabam por criar um verdadeiro arco-íris. Trata-se de registros da essência do pormenor da estátua, ampliado pela cor e, associado ao nome de cada quadro. Dessa maneira, os quadros levam nomes como: A Dor é Vermelha, A Saudade é Laranja, A Compaixão é Amarela, A Esperança é Verde, A Liberdade é Azul Celeste. Assim, de um lugar aparentemente triste, como são os cemitérios, surge um conjunto de imagens positivas.
Além das três principais, uma outra série de fotos, também de cemitérios, denominada Mulheres e Anjos, busca resgatar o passar do tempo, o que é invisível aos nossos olhos. Através de ângulos inusitados e fotografias em tons de sépia, as estátuas parecem pessoas reais, ou então anjos em vigília.
A parte Arco-Íris de Palavras, refere-se aos textos que compõem os títulos das obras. Faz referência também às poesias de Arthur Blade agregadas a cada foto da série Mulheres e Anjos. "As palavras colorem tudo o que vemos, são pinturas se sucedendo e se modificando", afirma Blade.
A exposição se completa com os desenhos e pinturas do artista, que estão no título pelo termo , já que os pigmentos das tintas, ou de qualquer tipo de lápis, surgem primeiro como pó que, depois de aglutinado, gera os materiais artísticos finais. “Temos quadros feitos com diversos tipos de pó, de pigmentos e materiais artísticos. Desenhos com grafite, sanguínea, aquarela, pastel, ponta de prata e outros.
A exposição é uma iniciativa de Blade, com auxílio de sua esposa, Nidia Isabel da Silva : "Minha esposa é minha musa e minha curadora, pois me ajuda a decidir as pinturas e desenhos que farão parte das exposições. Ela me ajuda até a fazer as molduras dos quadros, para as quais fiz um curso de molduraria e comprei as máquinas para fazermos nós mesmos as molduras”, explica. “Esta exposição é dedicada a minha esposa, pois apresento vários desenhos que fiz dela junto com os meus, em uma espécie de casamento por traços e linhas."
Os quadros mostram autorretratos, retratos da esposa do artista, de amigos e de pessoas com que cruza pelo caminho. "Desenhar e pintar retratos é, antes de mais nada, um processo de autoconhecimento. Oscar Wild dizia: 'Todos os retratos que são pintados com sentimento, são retratos do artista, não do modelo. O modelo é uma ponte, não é ele em si, mas sim o pintor que, na tela colorida, se revela.' Dessa maneira, desenhar e pintar é um processo de conhecer a mim mesmo através dos outros”, resume o artista.
AGENDE-SE
O quê: Exposição Arco-Íris de Pedra, Pó e Palavras, de Arthur Blade
Quando: De 2 a 31/5, de terça a sexta, das 10h às 18h; sábados, das 10h às 16h
Onde: MIS - Museu da Imagem e do Som de Campinas (Rua Regente Feijó, 859, Centro)
Quanto: Entrada franca

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Da Agência Anhanguera