Publicado 17/05/2019 - 21h51 - Atualizado 17/05/2019 - 21h51

Por Alenita Ramirez

Distorção de uma pequena discussão que ocorreu dentro da escola dias atrás deu origem a boato sobre um aluno armado dentro da Escola Estadual João Lourenço Rodrigues

Matheus Pereira/Especial para AAN

Distorção de uma pequena discussão que ocorreu dentro da escola dias atrás deu origem a boato sobre um aluno armado dentro da Escola Estadual João Lourenço Rodrigues

As secretarias estaduais de Segurança Pública e de Educação fecham o cerco para coibir as ameaças de ataques e os boatos sobre atentados nas escolas. Na noite desta quinta-fera (16), um boato sobre um ataque causou tumulto na Escola Estadual João Lourenço Rodrigues, no bairro Cambuí, em Campinas. Os alunos foram surpreendidos por diversas viaturas da PM, que fecharam a Rua Barreto Leme, na saída dos estudantes, por volta das 18h30.
A denúncia era que uma aluna teria ido armada à escola com a promessa de fazer um massacre. A informação circulava entre os estudantes e gerou pânico. Logo que tomou conhecimento da história, a direção da unidade seguiu o protocolo e ligou para o 190.
“Passamos um dia tranquilo, com homenagens a um aluno muito querido que faleceu por conta de uma enfermidade. De repente, no começo da noite, surgiu essa história. Encheu de polícia aqui, mas graças a Deus, os policiais fizeram buscas e não acharam nada, nem mesmo a suposta aluna. Foi apenas boato”, disse uma funcionária.
De acordo com as orientações dadas logo após o ataque à Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, em março, logo que surgir qualquer informação sobre um suposto ataque, a direção da unidade deve ligar no telefone 190 da Polícia Militar (PM), que enviará a viatura que estiver mais próxima para fazer averiguações. A medida foi tomada .
Segundo a Diretoria Regional de Ensino de Campinas, ao saber do episódio, a direção da escola acionou a Polícia Militar. “As aulas ocorrem normalmente. Cabe reiterar que a Rede Estadual possui parceria com a Ronda Escolar da PM para o policiamento no entorno das unidades. As escolas estão à disposição dos pais e alunos para quaisquer dúvidas ou esclarecimentos”, frisou em nota.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que desde o caso Suzano, a Polícia Militar intensificou as ações de policiamento preventivo já existentes no entorno do perímetro escolar. Além da Ronda Escolar, que já mantém contato com a direção dos estabelecimentos de ensino, os demais programas de patrulhamento como Rocam, Força Tática, radiopatrulhamento e comunitário também estão com a atenção voltada aos chamados por instituições de ensino. “A PM compareceu na escola citada, mas não confirmou a ameaça”, comentou.
Apesar das providências rápidas da PM e da direção da escola, a boataria causou reflexo nas aulas, ontem. Pela manhã, apenas 23 alunos foram à escola. Até professores faltaram. Em razão da baixa frequência, a turma do período da tarde foi suspensa e houve reunião de pais e mestres. As aulas voltam ao normal na segunda-feira.
Após a reunião, no final da tarde, pais comentaram que o boato teria sido uma distorção de um fato que aconteceu na escola. Um garoto teria ameaçado o colega por conta de um cordão de time e a própria mãe do agressor teria pedido para a escola revistar a bolsa do filho. No entanto, a história foi contada de outra forma, a qual citava que haveria arma e aconteceria massacre. Segundo esses pais, o garoto que fez as ameaças ao colega foi afastado da escola.
Recorrente
Em Campinas, esta foi a terceira vez que a PM foi acionada para verificar envolvimento de aluno com suposto massacre. Um dos casos aconteceu no mês passado em uma escola particular. Nos dois episódios da rede pública, a polícia não identificou e nem localizou o suposto autor das ameaças. Já no caso da unidade particular, tratava de um garoto de 13 anos, que foi expulso da escola.

Escrito por:

Alenita Ramirez

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