Publicado 17/05/2019 - 07h46 - Atualizado 17/05/2019 - 07h47

Por Francisco Lima Neto

Mário Gatti retoma quimioterapia

Divulgação

Mário Gatti retoma quimioterapia

O Hospital Mário Gatti retomou ontem as sessões de quimioterapia que estavam suspensas pela falta do medicamento vimblastina. No entanto, dois medicamentos seguem distante dos estoques da unidade de saúde, em processo de compra. A paciente Jéssica Jardim de Moura, 27, moradora de Hortolândia, que teve a sua oitava sessão de quimioterapia cancelada, na última segunda-feira por falta do medicamento vimblastina — conforme o Correio publicou na edição de quinta-feira — foi chamada para retomar o tratamento ontem.
"Depois da reportagem eles entraram em contato dizendo que o medicamento tinha chegado, que era pra eu vir hoje (ontem), às 14h, que eles iam fazer o tratamento normal", explica Jéssica.
A paciente comemora a retomada do tratamento. "Eu fiquei feliz sabendo que não ia ser interrompido meu tratamento. Foram só quatro dias graças a Deus. Eu espero que agora eles realmente tomem providência e não deixem mais faltar o medicamento porque tudo o que a gente quer é terminar o tratamento da melhor maneira possível", desabafa.
"A Rede Mário Gatti informa que no momento um medicamento utilizado para quimioterapia está em falta: o bleomicina, que está em falta no mercado, mas que tem sido substituído por outras drogas, de acordo com o caso do paciente. O hospital já recebeu um estoque de vimblastina, que será o suficiente para atender os pacientes até nova entrega do fornecedor", informou via assessoria de imprensa.
Apesar da retomada dos atendimentos, o Hospital Mário Gatti segue sem dois medicamentos para quimioterapia no estoque: o anagrelida e o ciclofosfamida 50mg, que estão em processo de compra. Este último, porém, já foi direcionado a todos os pacientes que precisavam, segundo a Prefeitura de Campinas.
A Rede Mário Gatti frisou que os pacientes são acompanhados e avisados com antecedência sempre que houver alguma intercorrência com relação aos tratamentos realizados nas unidades hospitalares.

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Francisco Lima Neto