Publicado 16/05/2019 - 09h39 - Atualizado 16/05/2019 - 09h39

Por Alenita Ramirez

Técnica é suspeita de furtar remédio

Leandro Torres/AAN

Técnica é suspeita de furtar remédio

Uma técnica em enfermagem de 37 anos foi detida por suspeita de furtar medicamentos do Hospital Ouro Verde, em Campinas, onde trabalha. A funcionária foi denunciada pela própria mãe, após o ex-marido entregá-la à direção do hospital. Ela foi demitida por justa causa. O caso aconteceu na tarde de terça-feira. Como não foi flagrante, a funcionária prestou depoimentos e foi liberada. Os remédios foram apreendidos devolvidos ao hospital. 
A técnica mora no Jardim São Marcos, em Valinhos. A ação foi conjunta das guardas municipais das duas cidades. O furto teria acontecido em dias anteriores. A mulher atuava no Pronto-Socorro Adulto do hospital desde 22 de fevereiro de 2016. A reportagem apurou que o ex-marido, por mágoa do fim do relacionamento, a teria denunciado à direção do hospital, que fez um levantamento e descobriu o sumiço de medicamentos em dias de plantões da funcionária.
Na manhã de terça-feira, ela foi chamada para conversar com a direção do hospital, mas negou o crime. No entanto, após a reunião, a técnica em enfermagem ligou para a mãe e pediu para que retirasse os remédios de sua casa e colocasse fogo. A mãe, preocupada, buscou conselho de parentes que a orientou a ligar para a GM. “A mulher contou que a filha havia furtado os remédios e pediu para que uma viatura fosse na casa dela buscar”, contou o comandante da GM de Valinhos, Sidnei Aureliano.
A mulher foi detida em casa e confessou os furtos. “Ela alegou que os remédios eram para a mãe, mas era muita coisa”, disse Aureliano. Além de medicamentos e antibióticos, foram encontradas ataduras, faixas, seringas, agulhas e gases.
Outro lado
Em nota, a Rede Mário Gatti informou que demitiu a técnica e que até a denúncia não havia registro de infrações no prontuário funcional da colaboradora. A Rede admite que no PS há uma rotina de dispensação “de um quantitativo mínimo de insumos”, que ficam armazenados no setor como retaguarda para situações de urgência. “A funcionária pode ter subtraído estes materiais aos poucos”, frisou.

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Alenita Ramirez