Publicado 16/05/2019 - 08h37 - Atualizado 17/05/2019 - 15h13

Por Daniel de Camargo

A intenção é criar espaços recreativos e também seguros aos animais, que seguirão certas especificações

Leandro Ferreira/AAN

A intenção é criar espaços recreativos e também seguros aos animais, que seguirão certas especificações

Campinas deve ganhar espaços exclusivos para cães, o PraCão, a partir do primeiro semestre de 2020. No momento, estuda-se a quantidade ideal de áreas para atender à demanda do município, quais equipamentos públicos serão contemplados com a estrutura, sua característica e pré-requisitos para desfrutar do espaço de lazer. A informação foi confirmada ontem, por Paulo Anselmo Nunes Felippe, diretor do Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal, vinculado à Secretaria Municipal do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.
As análises objetivam regulamentar uma lei sancionada no último dia 6, que dispõe sobre especificações para as áreas públicas reservadas para a socialização animal. O projeto que prevê a destinação desses locais ao convívio de cães e proprietários é de autoria do vereador Permínio Monteiro (PV). O intuito é ofertar um espaço seguro e recreativo, composto com circuitos de agilidade e obstáculos, entre outros, para que os animais também possam se exercitar.
Paulo Anselmo explica que alguns mecanismos precisam ser definidos para que não ocorram eventuais problemas. Animais de diferentes portes, por exemplo, deverão frequentar a estrutura em horários distintos. Os responsáveis pelos cães deverão ainda certificar sua condição sanitária. Assim, será possível evitar a transmissão de doenças. "Logicamente, será empregado um servidor público para garantir que as regras sejam cumpridas", disse. Segundo o diretor, contratações não estão em pauta por hora. "Imagino que iremos aproveitar os funcionários que já trabalham nas praças", afirmou.
O Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal deve se beneficiar da criação das áreas do PraCão para otimizar sua base de dados. Paulo Anselmo informou que é considerada a possibilidade de liberar os locais apenas para cães já microchipados e, consequentemente, cadastrados junto à Prefeitura. "A medida ajudaria a responsabilizar os donos dos animas, no caso de algum descumprimento das normas ou outro problema", esclareceu. Isso auxiliaria, por exemplo, na promoção das campanhas de vacinação. As diretrizes serão formalizadas em conjunto com a Secretaria Municipal de Serviços Públicos, que através do Departamento de Parques e Jardins (DPJ) promove a manutenção das áreas verdes urbanizadas do município.
De acordo com estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS), Campinas tem em torno de 200 mil cães e 20 mil animas que vivem nas ruas. Paulo Anselmo, entretanto, assegura que o número é superior, mediante dados preliminares de um censo amostral que está sendo desenvolvido na cidade. Campinas tem mais de 2,2 mil praças urbanizadas, além dos 24 parques e bosques. Desde 2013, a Administração Municipal, por meio do programa Campinas Bem Verde, urbanizou, reurbanizou ou revitalizou mais de 240 áreas verdes entre praças, parques e bosques.

Escrito por:

Daniel de Camargo

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