Publicado 14/05/2019 - 10h02 - Atualizado 14/05/2019 - 10h02

Por Alenita Ramirez

Ato na frente da 1ª Seccional de Polícia durou apenas dez minutos

Denny Cesare/AAN

Ato na frente da 1ª Seccional de Polícia durou apenas dez minutos

O protesto de ontem dos policiais civis em Campinas teve baixa adesão e durou cerca de 20 minutos nas duas unidades onde estava previsto: 1º Distrito Policial (DP), no Botafogo, e na 2ª Delegacia Seccional, no Jardim Londres. No total, ao menos 60 policiais participaram do ato, que integra uma paralisação nacional, em horários distintos, contra a reforma da Previdência, em especial para a categoria.
No 1º DP, que faz parte da 1ª Delegacia Seccional, o ato estava programado para acontecer das 14h às 15h, mas ocorreu das 14h10 às 14h20. Cerca de 30 policiais estiveram no local.
Após o discurso em frente ao DP, o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Campinas e Região (Sinpol Campinas) e Federação Interestadual dos Trabalhadores Policiais Civis da Região Sudeste (Feipol Sudeste), Aparecido Lima de Carvalho, seguiu para a 2ª Delegacia Seccional, onde foi realizado o segundo ato na cidade. Lá também cerca de 30 policiais das quatro delegacias que integram a seccional e mais da 2ª Delegacia da Defesa da Mulher (DDM) participaram do protesto que durou 20 minutos. Apenas um policial ficou no atendimento durante o ato.
“Foi fraca a adesão e acredito que seja por conta da falta de funcionários nas unidades, que não podem ficar descobertas. Os que estão trabalhando não querem suspender o atendimento para não prejudicar a população”, disse o sindicalista.
A nova proposta da reforma da Previdência determina, entre outros, uma idade mínima — hoje não existente — de 55 anos para policiais civis, federais, guardas municipais e agentes penitenciários se aposentarem. Além disso, também está prevista a retirada da integridade e da paridade dos salários e a redução para 50% da pensão para a viúva ou viúvo do policial e mais 10% para cada filho menor de idade. Também a contribuição vai aumentar, saltando dos atuais 11% para entre 14% e 22%.
Para as carreiras militares, entretanto, uma reforma proposta em separado mantém a integralidade e paridade da aposentadoria, apesar de também elevar a idade mínima e o tempo de contribuição. Isso quer dizer que os militares inativos receberão o mesmo soldo do que os da ativa, algo que não acontece para as demais carreiras da segurança.
“Esta manifestação é institucional porque perdemos todos os direitos conquistados há décadas e perderemos todos na reforma da previdência, chegando a atingir até mesmo nossos familiares, visto que, dentre as perdas está o corte da pensão em 50% caso viermos a faltar. O governo quer tirar uma conquista nossa e isso não é justo. O policial civil também expõe sua vida no combate ao crime", frisou Carvalho.

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Alenita Ramirez