Publicado 11/05/2019 - 12h08 - Atualizado 11/05/2019 - 12h08

Por Eduardo Martins/Especial para a AAN

Equipe médica do Ouro Verde se reúne para a despedida de Vitor, que passou quase toda a vida entre idas e vindas ao hospital

Eduardo Martins/Especial para AAN

Equipe médica do Ouro Verde se reúne para a despedida de Vitor, que passou quase toda a vida entre idas e vindas ao hospital

Vitor Hugo Barbosa, de três anos, é exemplo de superação para qualquer um que conhece sua história. Após viver mais de dois anos entre idas e vindas ao hospital, devido a problemas pulmonares, o pequeno recebeu alta na última quinta-feira e finalmente pôde ir para casa com saúde.
“Quando ele nasceu, teve dificuldades para mamar. Ficou cinco meses na maternidade. Depois voltou para o hospital com pneumonia, teve que colocar uma bolsa de colostomia e lutou durante todos estes anos”, conta Jéssica Barbosa, mãe da criança.
Além das complicações respiratórias, Vitor nasceu com Síndrome de Down, alteração genética causada por erro na divisão celular. Jéssica lembra que quando seu filho chegou, imaginava que ele ficaria no hospital por um dia, mas foi surpreendida com todas as dificuldades.
“Até hoje, em todo esse tempo, o máximo que ele ficou direto em casa foram dois meses. Dessa última vez foram oito meses em sequência no hospital e o sentimento que fica é de enorme alívio de poder vê-lo tendo alta e indo embora com saúde”, emociona-se a mãe, que tem outro filho, de apenas um ano. A coordenadora da UTI pediátrica do Hospital Ouro Verde, Ivone Meneguella, acompanha de perto a rotina de Vitinho desde janeiro deste ano.
A médica lembra dos desafios na recuperação da criança, que precisou passar por uma cirurgia na amígdala recentemente. “Da nossa parte, fizemos um procedimento nas amígdalas neste ano e ficamos extremamente felizes de hoje ver ele feliz, sorrindo, com saúde”, destaca.
No hospital, cerca de 20 profissionais cuidavam diariamente da criança, entre eles fisioterapeuta, fonoaudiólogo, pedagogo, terapeuta ocupacional, médicos e enfermeiros. Ivone explica que a partir de agora, a criança inicia o processo chamado desospitalização, que representa o momento em que o paciente faz a transição do hospital rumo ao seu lar.
“O Vitor vai para casa, mas a história dele com a gente é algo que ficará marcado para sempre. Vamos nos sentir órfãos de um filho. Toda a equipe era muito apegada e a torcida é para que ele possa evoluir a cada dia”, projeta a médica.

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